sábado, março 05, 2005

Repórter italiana ferida por soldados americanos depois de ter sido libertada em Bagdad

No PÚBLICO: "A jornalista italiana Giuliana Sgrena foi ontem ferida por soldados americanos que dispararam contra o carro em que seguia, poucas horas depois da sua libertação. No incidente morreu o chefe da equipa dos serviços secretos italianos no Iraque. Um mês depois de ter sido raptada em Bagdad, a repórter do diário de esquerda Il Manifesto foi solta ontem e preparava-se para embarcar a caminho de Roma aquando dos disparos. As autoridades italianas não reagiram de imediato às notícias e os jornalistas no Iraque não conseguiram obter comentários do Exército americano. Segundo informações veiculadas pelo Il Manifesto, a recém-libertada ia passar a noite num hospital americano da capital iraquiana onde era tratada aos ferimentos provocados pelo tiro que a atingiu num ombro. De acordo com os pormenores divulgados pela agência Apcom, para além da morte de Nicola Calibari e dos ferimentos de Sgrena, os disparos americanos deixaram outro agente italiano ferido." [notícia completa]

sexta-feira, março 04, 2005

Colômbia: ONU reclama investigação ao massacre de oito civis

Na LUSA: "Bogotá, 04 Mar (Lusa) - Um alto funcionário das Nações Unidas exigiu quinta-feira uma investigação ao massacre de oito civis na Colômbia, em Fevereiro, por entre acusações de que soldados colombianos perpetraram os brutais assassínios, matando as vítimas à machadada. O massacre, qualificado pelo Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos na Colômbia como "vergonha para a Humanidade", foi considerado um dos mais horríveis na guerra brutal que dilacera o país. As oito vítimas, incluindo três crianças e uma adolescente, foram enterradas numa quinta no noroeste da Colômbia. Um antigo presidente de Câmara e um padre acusaram as tropas governamentais do massacre. "As autoridades têm pela frente um grande desafio em descobrir o que aconteceu", disse Amerigo Incalcaterra, um alto funcionário do Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, numa entrevista à Associated Press." [notícia completa]

Cuba: Libertado jornalista independente cubano depois de três anos de cadeia

Na LUSA: "Havana, 03 Mar (Lusa) - O jornalista independente cubano Carlos Brizuela Yera foi libertado quarta-feira depois de cumprir uma pena de três anos de prisão, informou hoje a Comissão Cubana de Direitos Humanos. Brizuela foi condenado a três anos de prisão em 2002 e terminava a pena no próximo dia 18, disse um porta-voz da Comissão, considerada ilegal pelo governo cubano. Segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, Carlos Brizuela Yera, que colaborava no Colégio de Jornalistas Independentes de Camaguey (sudeste da ilha), foi acusado de "desobediência" e "alteração da ordem pública", entre outras acusações." [notícia completa]

Mais de 5.000 pessoas no funeral de jornalista opositor assassinado no Azerbaijão

Na RTP: "Mais de 5.000 pessoas assistiram hoje em Baku ao funeral de Elmar Husseinov, um destacado jornalista da oposição do Azerbaijão assassinado quarta-feira à noite, "vítima do terrorismo político", segundo a oposição maciçamente presente na cerimónia. "Elmar é uma vítima do terrorismo político. Ele tornou-se uma vítima da verdade. Toda a gente sabe até que ponto é difícil dizer a verdade neste país", disse Ali Kerimli, líder do partido da oposição Frente Popular, numa cerimónia de homenagem ao jornalista de 37 anos realizada no edifício da Academia das Ciências de Baku. Fundador e chefe de redacção do semanário Monitor, Elmar Husseinov era conhecido pelas suas críticas virulentas ao regime e, em particular, ao presidente, Ilham Aliev." [notícia completa]

«Mayor» de Londres considera Ariel Sharon criminoso de guerra

No PÚBLICO.PT: "O "mayor" de Londres, Ken Livingstone, considera o primeiro-ministro israelita, Ariel Sharon, um "criminoso de guerra" e acusa Israel de promover a limpeza étnica nos territórios que controla. Livingstone, que recentemente criara polémica ao comparar um jornalista judeu aos guardas dos campos de concentração nazi, acusa ainda Ariel Sharon de promover o terrorismo de Estado e de alimentar o ódio inter-religioso. Reagindo a estas acusações, o porta-voz do gabinete de Ariel Sharon afirmou que as declarações do "mayor" londrindo "são demasiado baixas para merecerem comentário". "Ariel Sharon, o primeiro-ministro de Israel, é um criminoso de guerra que deveria estar na prisão e não em funções", escreve Livingstone num artigo de opinião publicado no diário "The Guardian". [notícia completa] [notícia na Rádio Renascença]

RD Congo: Médicos Sem Fronteira denunciam violações sistemáticas em Ituri

No PÚBLICO.PT: "A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) denuncia a existência de violações sistemáticas de mulheres e crianças em Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo, palco há cinco anos de violentos conflitos inter-étnicos. "Estas violações são frequentemente muito violentas e cometidas na presença da família das vítimas, que fica também traumatizada", afirmou Francoise Duroch, coordenadora do programa de auxílio às vítimas de violência sexual dos MSF. "A crueldade associada a estas violações faz-nos acreditar que estamos na presença de crimes contra a humanidade", sublinhou a responsável, em conferência de imprensa." [notícia completa]

Mais 90 milhões podem contrair Sida em África, diz ONU

No Diário Digital: "Cerca de 90 milhões de pessoas em África podem ser infectadas pelo vírus HIV/Sida nos próximos 20 anos se não forem tomadas mais medidas para combater a epidemia, alertou na quinta-feira a Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com um relatório divulgado na quinta-feira em Viena, na Áustria, intitulado «Sida na África ? Três Cenários até 2025» ? a ONU analisa o impacto das políticas e da ajuda estrangeira no combate à doença. Actualmente cerca de 25 milhões de africanos vivem com o vírus mas, o aumento projectado pela ONU no pior dos três cenários apresentados no relatório corresponde a 10% da população do continente africano." [notícia completa] [notícia na BBC Brasil e na Rádio Renascença]

ONU desmente ter morto civis em combates no Congo

No PÚBLICO: "A Missão da ONU da República Democrática do Congo (Monuc) desmentiu ontem que tenha morto civis numa operação na terça-feira no Nordeste do país, durante a qual matou meia centena de milicianos. Mas se houve vítimas civis, disse o responsável pelos serviços de informação da Monuc, a responsabilidade é da etnia local, que utilizou não combatentes como "escudos humanos". "Os tiros começaram antes dos capacetes azuis chegarem à aldeia", explicou, à AFP, a porta-voz da missão em Bunia, sede administrativa do distrito de Ituri, Rachel Eklou. Os soldados "estavam a cerca de 900 metros da zona para onde se dirigiam quando foram alvejados por milicianos, e ripostaram", acrescentou. "Não pensamos que tenha havido perdas de vidas entre os civis", tinha dito quarta-feira à noite o comandante-adjunto da Monuc na zona, general Patrick Cammaert. O comandante é o general francês Jean-François Collot." [notícia completa] [notícia na RTP]

Antigos torturadores presos na argentina

No PÚBLICO: "As autoridades argentinas anunciaram a prisão de dois antigos funcionários públicos acusados de violações dos direitos humanos durante a ditadura (1976-83). Os detidos foram identificados como Óscar Isidro Rolón, ex-agente da Polícia Federal, e José Maidana, ex-funcionário dos serviços prisionais. O regime militar matou ou fez desaparecer nos sete anos que durou cerca de 30 mil pessoas, em regra adversários do regime. Todas as estruturas do Estado estiveram em maior ou menor grau envolvidas no drama." [notícia completa]

EUA retiram proposta antiaborto na revisão da declaração de Pequim

No PÚBLICO: "Os Estados Unidos admitiram ontem viabilizar a revisão da declaração de Pequim sobre os direitos das mulheres, assinada há mais de dez anos pelos membros da Organização das Nações Unidas (ONU), ultrapassando assim o impasse causado pela "incomodidade" de Washington relativamente à questão do aborto. A missão americana tinha apresentado uma controversa proposta de emenda ao documento, procurando que, na versão final, ficasse explícito que o aborto não era considerado um direito humano, mas, perante a oposição de vários países, nomeadamente os europeus, aceitou recuar." [notícia completa]

Sessão de evocação de Peter Benenson, fundador da Amnistia Internacional, em Lisboa

Peter Benenson, 1921-2005A Secção Portuguesa da Amnistia Internacional vai realizar um tributo a Peter Benenson, fundador da Amnistia Internacional, que faleceu na passada sexta-feira, aos 83 anos de idade. Hoje, sexta-feira, às 18:00, no Café Martinho da Arcada, em Lisboa, iremos relembrar a memória do activista de direitos humanos e fundador da organização, uma semana depois da sua morte. Para tal contaremos com a presença do Dr. Mário Soares, antigo prisioneiro de consciência da Amnistia Internacional, além de activistas e simpatizantes da organização. A sessão está aberta ao publico em geral. Para mais informações: Amnistia Internacional - Secção Portuguesa - Tel. 21 386 1652.

quinta-feira, março 03, 2005

Ex-líder muçulmano da Bósnia diz-se inocente de crimes de guerra

Na BBC Brasil: "O ex-comandante das forças muçulmanas que lutaram na Bósnia, Rasim Delic, se declarou inocente de acusações de crime de guerra feita no Tribunal Criminal Internacional para a Antiga Iugoslávia, em Haia, na Holanda. Ele foi indiciado por crimes que teriam sido cometidos por combatentes estrangeiros - ou mujahedin - que lutaram sob seu comando durante a guerra na Bósnia, entre 1992 e 1995. Os supostos crimes incluem o assassinato e a tortura de bósnios de origem sérvia e croata e o estupro de prisioneiras. Delic, 56 anos, não é o único ex-comandantes das forças muçulmanas da Bósnia a ir a julgamento em Haia - seu antecessor no cargo, Sefer Halilovic, também está sendo julgado." [notícia completa]

ONU: quase 90 milhões de mulheres são emigrantes

No Diário Digital: "Quase 90 milhões de mulheres vivem fora dos seus países de origem e, ao contrário dos homens, cada vez mais devido a razões de superação pessoal e não por encargos familiares, segundo um relatório divulgado quinta-feira pela ONU. O estudo, elaborado pelo Departamento de Assuntos Sociais e Económicos da ONU, analisa a situação geral das mulheres que emigram e o seu papel no desenvolvimento dos seus países de origem. A percentagem de mulheres no total de imigrantes internacionais era de cerca de 49% em 2000 e estima-se que atinja actualmente 51%. O número de imigrantes internacionais cresceu de forma sustentada ao longo das últimas quatro décadas, elevando-se a um número estimado de 175 milhões em 2000, em relação aos 75 milhões registados em 1960." [notícia completa] [notícia no Portugal Diário]

PARAGUAI: Retorno da pena de morte é repudiado

Na ADITAL: "As declarações de autoridades legislativas e judiciais paraguaias pelo endurecimento das penas, inclusive com o retorno da pena de morte, é fortemente repudiada por organizações de direitos humanos. A Coordenadoria de Direitos Humanos do Paraguai (Codehupy) afirma que a resposta à insegurança não passa pelo endurecimento das penas, mas pelo incremento da eficiência policial e fiscal. "Não se limitará a delinqüência aumentando os anos de reclusão, mas garantindo resultados na investigação policial e fiscal. Os delinqüentes não pensam na pena que terão por cometer um delito, mas na possibilidade de serem descobertos pela polícia e submetidos a julgamentos eficazes", acrescenta. A Codehupy declara que é necessário contar com uma Polícia Nacional, um Ministério Público e um Poder Judiciário com meios técnicos adequados e com pessoas profissionais, especializadas, idôneas, não corruptas, nem com lealdades pessoais, nem partidárias comprometidas." [notícia completa]

Brasil: Crianças indígenas morrem de desnutrição

Na ADITAL: "A violência de um despejo dos Guarani-Kaiowá seria reforçada pelo atual contexto do estado do Mato Grosso do Sul, onde as carências de terra, estrutura de produção e de alimentos tem levado à morte de crianças indígenas. Foram seis mortes na terra indígena Dourados, a 150 km de Antonio João, desde o início de 2005. Foram noticiadas recentemente mais seis mortes por desnutrição em duas aldeias do povo Guarani Nhandeva da região do Sul do Mato Grosso do Sul, nos municípios de Japorã e Eldorado; e a morte de seis crianças com sintomas de desnutrição em aldeias do povo Xavante, na região de Campinápolis, a 570 quilômetros de Cuiabá, no Mato Grosso, nos dois primeiros meses deste ano. Na terra retomada em outubro do ano passado e hoje ameaçada de reintegração, os Guarani-Kaiowá de Nhande Ru Marangatu puderam voltar a produzir alimentos para subsistência, como mandioca, feijão, milho, batata, arroz, banana, mas ainda é insuficiente. Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a mortalidade infantil naquela área foi de 87,72 por mil nascidos vivos em 2001 e baixou para 41,67 em 2004. Ainda está próxima, porém, à taxa de mortalidade de Dourados, de 64 óbitos por mil crianças nascidas vivas. A média nacional é de cerca de 25 por mil. Em Antônio João, dados da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) apontam que 47 das 256 crianças menores de 5 anos atendidas pela Funasa, ou 18% delas, apresentam desnutrição. Outras 52 crianças (20%) estão em situação de risco nutricional." [notícia completa] [mais notícias sobre Povos Indígenas no blogue Tupiniquim]

Moçambique: Procurador admite «alguma fragilidade» no respeito direitos humanos

Na LUSA: "Maputo, 03 Mar (Lusa) - O Procurador-Geral da República de Moçambique admitiu hoje "alguma fragilidade" no respeito pelos direitos humanos por parte das autoridades, mas apontou a falta de meios como uma das causas para a situação. "Naturalmente que as fragilidades existem, mas é preciso ter meios e nós somos um país pobre", disse à Agência Lusa Joaquim Madeira, a propósito do relatório do Departamento de Estado norte- americano sobre a situação dos direitos humanos em Moçambique, em 2004. No relatório, divulgado segunda-feira, o Departamento de Estado norte-americano denuncia a "fragilidade" no respeito pelos direitos humanos por parte das instituições governamentais moçambicanas, apontando "várias execuções e agressões físicas contra presos" em diversas cadeias do país. "Não é correcto afirmar que a situação tende a piorar, mas é preciso reconhecer a necessidade de afastar o espírito do deixa-andar, tal como referiu o Presidente da República (Armando Guebuza) no seu discurso de tomada de posse. A polícia tem de fazer esforço e penso que isso será possível, sobretudo agora com o novo ministro", disse Madeira." [notícia completa]

Kosovo: polícia da ONU detém 13 suspeitos de tráfico humano

No Diário Digital: "Os agentes da Unmik detiveram nos últimos dez dias 13 suspeitos de tráfico de pessoas no Kosovo, indicou esta quinta-feira aquela missão da ONU." [notícia completa]

Fim da pena de morte para jovens nos EUA não deve mudar lei para adultos

Na BBC Brasil: "Advogados e grupos que defendem o fim da pena de morte nos Estados Unidos têm poucas esperanças de que a abolição da punição capital para menores de idade, decidida pela Suprema Corte nesta terça-feira, seja estendida a adultos mum futuro próximo. "Não acho que esta decisão (de acabar com a pena de morte para menores de idade) vai fazer muito diferença", diz o advogado David Bruck, diretor da Virginia Capital Case Clearinghouse da Universidade e Escola de Direito Washington e Lee, que estuda casos de prisioneiros condenados à morte. Ele acha que os Estados Unidos estão caminhando na direção da abolição da pena de morte, mas "já desistiu" de prever em quanto tempo isso vai acontecer. O advogado Stephen Harper, da Escola de Direito da Universidade de Miami, concorda. "Acho que é uma questão de décadas, e não de anos", afirma." [notícia completa]

China encerrou 47.000 cibercafés em 2004

No Diário Digital: "O governo de Pequim ordenou, entre Fevereiro e Dezembro de 2004, o encerramento temporário ou total de 47.000 cibercafés que admitiam menores, numa campanha contra a violência e a pornografia na Internet, segundo dados publicados esta quinta-feira pelo jornal Diário do Povo, porta-voz do Partido Comunista Chinês. Os centros de acesso à Internet foram sancionados por «admitirem menores e permitir a distribuição de informação prejudicial», destaca a imprensa oficial deste país. Cerca de 21.000 cibercafés foram reabertos após realizarem rectificações no seu modo de actuação, segundo deu a conhecer o Ministério da Cultura." [notícia completa]

R.D.Congo: Conselho de Segurança defende «capacetes azuis»

Na Rádio Renascença: "O Conselho de Segurança da ONU demonstrou apoio aos elementos da força de manutenção da paz que mataram, na República Democrática do Congo, pelo menos 50 milicianos. Soldados do Paquistão e da África do Sul, integrados na missão das Nações Unidas, envolveram-se num confronto com elementos da milícia local que tinham atacado civis na passada terça-feira, na região de Ituri, nordeste do país. O incidente ocorreu cinco dias depois de nove "capacetes azuis" do Bangladesh terem sido mortos na mesma zona. Num comunicado lido num encontro público, o Conselho de Segurança aplaudiu a actuação da missão de manutenção da paz da ONU e a sua "acção contínua e robusta na prossecução do seu mandato". [notícia completa]

quarta-feira, março 02, 2005

Cinco milhões vítimas de mão-de-obra infantil no Brasil

No Diário Digital: "Pelo menos 5,1 milhões de crianças e adolescentes integram actualmente o mercado de trabalho no Brasil, segundo informou esta quarta-feira o Instituto brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sua síntese de indicadores sociais do país de 2003. Refere-se ainda que o total de crianças entre os cinco e nove anos a trabalhar no país supera os 200 mil. Segundo o instituto, a maioria desses menores e adolescentes - até aos 17 anos - trabalha na agricultura nas zonas mais pobres do nordeste do Brasil. Pelo menos 38% desses menores «não recebe salário pelo seu trabalho», destaca o relatório." [notícia completa]

Portugal é um dos países ricos com taxas de pobreza infantil «excepcionalmente altas»

No PÚBLICO: "A pobreza infantil tem vindo a aumentar nos países ricos, segundo um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) ontem divulgado. Em Portugal, atinge uma em cada seis crianças. De acordo com o relatório do Centro de Investigação Innocenti da Unicef, o país faz parte do grupo dos membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) onde as taxas de pobreza infantil são "excepcionalmente altas" - tem a sexta pior taxa. Entre os países europeus analisados, só na Irlanda e na Itália o peso das crianças pobres é maior." [notícia completa]

Iraque acusado de violar Direitos Humanos

No PÚBLICO: "No seu relatório anual sobre os Direitos Humanos no mundo em 2004, o Departamento de Estado norte-americano faz sérias críticas a alguns dos seus aliados, nomeadamente no Médio Oriente, e denuncia práticas como tortura, violações e detenções ilegais por parte do Governo interino do Iraque. Um responsável do Departamento de Estado, citado pelo "New York Times", explicou que o facto de haver críticas a um Governo que foi constituído sob a alçada americana e que continua a ser muito influenciado por Washington é uma prova de que os EUA "não fingem que não vêem". No entanto, o relatório, apresentado publicamente na segunda-feira, não refere quaisquer incidentes no Iraque em que tenham estado envolvidos soldados americanos, como o abuso de prisioneiros na prisão de Abu Ghraib, em Bagdad. No ponto que o jornal destaca como "o menos habitual" do relatório que é feito anualmente, são referidos "privação arbitrária de vida, tortura, impunidade, más condições prisionais, e detenções arbitrárias", para além de casos tentativas de extorsão das famílias dos presos no Iraque." [notícia completa]

terça-feira, março 01, 2005

Pequim protesta contra relatório dos EUA sobre direitos humanos

Na LUSA: "Pequim, 01 Mar (Lusa) - A China rejeitou hoje o relatório anual dos Estados Unidos sobre os direitos humanos no país e disse a Washington para se concentrar antes nas violações no seu próprio país e aquelas que comete a nível internacional. Um porta-voz da diplomacia chinesa referiu que o relatório do Departamento de Estado norte-americano, divulgado segunda-feira, instala um "clima de confronto" entre os dois países e "desvaloriza os progressos feitos pela China" neste campo nos últimos anos. "Apelamos aos Estados Unidos para reconhecerem os factos e pararem de usar a questão dos direitos humanos para interferir nos nossos assuntos internos", afirmou Liu Jiachao, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros. "Ao mesmo tempo, apelamos aos Estados Unidos para se concentrarem mais na questão da violação dos direitos humanos no seu próprio país. E analisarem também, a nível internacional, as suas atitudes de violação dos direitos humanos em outros países", acrescentou Liu." [notícia completa]

Direitos Humanos: Macau com nota positiva do Departamento de Estado dos EUA

Na LUSA: "Macau, 01 Mar (Lusa) - O relatório sobre Direitos Humanos do Departamento de Estado norte-americano é globalmente positivo para Macau, mas reafirma a existência de limitações, sobretudo quanto à escolha do Governo. "O Governo respeita na generalidade os Direitos Humanos dos seus cidadãos, mas há alguns problemas em algumas áreas" volta a referir, à semelhança de 2004, o relatório hoje divulgado pelo Departamento de Estado. Sublinhando que as leis existentes defendem, entre outros aspectos a liberdade de expressão, a independência da justiça e os direitos humanos, o Departamento de Estado repete a nomeação de algumas falhas em questões como a eleição dos governantes, na limitação da produção legislativa por parte dos deputados do parlamento macaense e o vazio legal no que se refere a greves e a negociações de direitos colectivos. Recorde-se que o Chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Macau é eleito para um mandato de cinco anos por uma comissão eleitoral composta por 300 membros representativa dos vários sectores da sociedade." [notícia completa]

EUA: Supremo considera inconstitucional pena de morte para menores de 18 anos

No PÚBLICO.PT: "Um acórdão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, aprovado hoje com cinco votos a favor e quatro contra, determina que a aplicação da pena de morte a pessoas que cometeram crimes antes dos 18 anos de idade é inconstitucional. Esta é a segunda derrota judicial dos defensores da pena de morte nos Estados Unidos, depois de em 2002 ter sido proibida a condenação à morte de deficientes mentais. O Supremo Tribunal dos Estados Unidos já tinha considerado inconstitucional, em 1988, a execução de jovens com menos de 16 anos de idade, mas 19 estados norte-americanos continuam a executar pessoas que tinham cometido crimes antes de fazerem 18 anos. O porta-voz dos juízes do Supremo, Anthony Kennedy, fez notar que a maioria dos estados norte-americanos não condena à morte menores de 18 anos e salientou que os que recorrem a esta prática fazem-no cada vez com menos frequência. A tendência, segundo o Supremo, é no sentido da abolição da pena capital." [notícia completa] [notícia no Diário Digital, na Rádio Renascença e na TSF]

O que o Ruanda nunca esqueceu...

Há quase 11 anos atrás, em Abril de 1994, começava um genocídio que vitimou mais de 1 milhão de pessoas em apenas 100 dias. A braços com multidões descontroladas e armadas e milícias rebeldes, os ruandeses lutavam pela sua vida diariamente. No fim, só um terço dos habitantes tinha sobrevivido. Os conflitos do Ruanda sucedem-se até hoje - 2005. Há ainda muito a fazer. Caso queira saber mais deste conflito leia os documentos anexos ou escreva para aiportugal@amnistia-internacional.pt. [Participe nas acções da Amnistia Internacional, para que conflitos como estes não fiquem esquecidos!]

Ex-comandante bósnio entregue ao TPIJ

No PÚBLICO: "O antigo chefe do Estado-Maior do Exército da Bósnia, o muçulmano bósnio Rasim Delic, foi ontem entregue ao Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (TPIJ) em Haia. O antigo militar é acusado de vários crimes de guerra durante o conflito que assolou a antiga república jugoslava, entre 1992 e 1995. "Chegou ao centro de detenção, onde agora está detido", declarou, à AFP, o porta-voz do TPIJ, Jim Landale. Rasim Delic, 56 anos, deixou Sarajevo segunda-feira de manhã, acompanhado pelo primeiro-ministro bósnio, Adnan Terzic, e cerca de 200 simpatizantes. O ex-responsável das forças muçulmanas bósnias é acusado pelo tribunal internacional que investiga e julga os crimes de guerra e contra a humanidade durante aquele conflito pelo assassínio e maus tratos cometidos por subordinados seus, nomeadamente combatentes de países islâmicos, contra civis e soldados sérvios e croatas da Bósnia. A data de comparência em juízo de Delic, durante a qual deverá ser confrontado com a acusação e responder sobre se se considera culpado ou não, ainda não está fixada. À sua partida de Sarajevo, o ex-general disse-se inocente." [notícia completa]

Brasil: Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos começa a funcionar

Na ADITAL: "O Programa Nacional de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, instalado no ínicio do mês no Pará e que prevê a proteção pela Polícia Militar para os defensores que sofrerem ameaças, começou a funcionar após as sucessivas mortes que ocorreram na região, com destaque para a missionária Dorothy Stang há duas semanas. O programa é nacional, mas estados e municípios também serão responsáveis pela proteção. A diferença deste programa para os outros similares é que neste, a proteção é temporária e o protegido continua exercendo seu trabalho normalmente. O governo do estado do Pará ofereceu proteção policial ao presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Anapu, Francisco de Assis de Souza - o Chiquinho -, ao frei francês Henry des Roziers, advogado da Comissão Pastoral da Terra em Xinguara, e ao presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pacajá, Deorival Xavier. Nomes identificados na triagem das listas de ameaçados de morte, que está sendo realizada pelo grupo estadual responsável pela implementação do Programa, composto por uma coordenação com representantes locais do Ministério Público e de entidades civis."
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