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PÚBLICO: "As últimas semanas foram pródigas em sinais de abertura ou incentivo à democracia nos países islâmicos: uma mulher muçulmana recebeu pela primeira vez o Nobel da Paz; o rei de Mohammed VI anunciou alterações radicais ao estatuto das marroquinas; o emirado dos Al-Sabah emitiu um decreto que permitirá às kuwaitianas participar em pleno nas eleições municipais; e até o país que o Ocidente aponta como principal exportador do fundamentalismo islâmico declarou que os sauditas vão poder eleger no próximo ano representantes locais e nacionais daqui a três anos." [
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