terça-feira, maio 04, 2004
Autoridades de Abidjan planificaram massacre
No Diário de Notícias: "A comissão de investigação da ONU sobre o massacre de 25 e 26 de Março em Abidjan acusa as «mais altas autoridades do Estado» de terem montado uma «operação cuidadosamente planificada» para reprimir uma manifestação da oposição. A manifestação fora proibida pelo Governo da Costa do Marfim. «A 25 e 26 de Março, civis inocentes foram mortos de forma indiscriminada e foram cometidas violações maciças aos direitos humanos. A manifestação tornou-se um pretexto para o que se revelou ser uma operação cuidadosamente planificada e executada pelas forças de segurança, sob a direcção das mais altas autoridades do Estado», afirma o relatório da ONU que não hesita em falar de «massacre»." [notícia completa]
Recluso morre devido a fracturas cranianas
No Diário de Notícias: "A autópsia realizada, ontem de manhã, ao recluso que morreu, na sexta-feira, confirma o relatório da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP), que já havia adiantado que a morte deste havia ficado a dever-se à queda da carrinha celular em que seguia e não aos tiros. «O indivíduo apresentava um ferimento de arma de fogo no membro inferior (perna), mas a morte não foi causada por isso, mas, sim, pela queda, apresentando o corpo várias fracturas cranianas», disse ao DN Duarte Nuno Vieira, responsável pelo Instituto de Medicina Legal de Coimbra, depois de ter sido autorizado, pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) daquela cidade, a prestar declarações sobre a autópsia. O indivíduo, ucraniano, morreu quando tentava, juntamente com outros dois presos seus compatriotas, fugir duma carrinha celular que os transportava do Estabelecimento Prisional de Leiria para a cadeia central de Coimbra." [notícia completa]
Relatório militar americano: maus tratos a prisioneiros iraquianos são sistemáticos
No PÚBLICO.PT: "Um relatório do Exército norte-americano sobre os maus tratos a prisioneiros iraquianos sublinha o aspecto sistemático deste fenómeno, contrariando as afirmações do chefe do Estado-maior das Forças Armadas dos EUA, general Richard Myers. George W. Bush pediu ontem ao secretário de Estado da Defesa, Donald Rumsfeld, uma punição exemplar para os soldados americanos que participaram nas torturas "monstruosas e vergonhosas" infligidas aos prisioneiros iraquianos. "O nosso Exército não tolerará maus tratos a prisioneiros. As imagens [divulgadas] são horrorosas e tais actos são indesculpáveis", sublinhou o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, no decorrer da digressão eleitoral do Presidente no Michigan. O secretário de Estado, Colin Powell, classificou estes actos como "desprezíveis". O Pentágono enviou um alto responsável militar para investigar a conduta dos oficiais enquanto que a Casa Branca pediu ao Departamento da Defesa para enviar também um militar para examinar de uma forma genérica as condições de detenção dos prisioneiros no Iraque. A CIA, por seu lado, decidiu participar num inquérito do Departamento de Defesa que investiga as circunstâncias em que morreu um prisioneiro em Abu Gharib. O "Los Angeles Times" publicou ontem passagens de um relatório de 53 páginas escrito pelo general Antonio Taguba, classificado como "Secreto", que afirma que "vários soldados cometeram actos indignos e violaram a lei internacional em Abu Gharib e no campo de Bucca". "Entre Outubro e Dezembro de 2003, na prisão de Abu Gharib, foram infligidos a vários detidos maus tratos sádicos, flagrantes e gratuitos", escreve o general Taguba." [notícia completa]
PRISIONEIROS: Bush quer sanções para militares torcionários
Na TSF: "George W. Bush pediu ao seu secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, para assegurar que os militares norte-americanos que tenham participado em «torturas horríveis e vergonhosas» infligidas a prisioneiros iraquianos sejam severamente punidos. «O nosso exército não tolera torturas contra prisioneiros. As imagens [divulgadas] são horríveis e tais actos são indesculpáveis», sublinhou o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, à imprensa durante um périplo eleitoral de Bush no Michigan. O chefe de Estado norte-americano telefonou a Rumsfeld porque «pretendeu certificar-se de que serão tomadas as medidas adequadas contra os responsáveis por actos horríveis e vergonhosos». [notícia completa]
Schwarzenegger Contra Anti-semitismo
No PÚBLICO: "O actor e governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger disse domingo, numa visita a Israel, que foi o passado nazi da sua terra natal, a Áustria, que o levou a fazer campanha contra o anti-semitismo. Schawarzenegger, cujo pai foi membro do partido nazi, denunciou o racismo no Museu da Tolerância, em Jerusalém, um projecto do Centro Simon Wiesenthal, orçado em 200 milhões de dólares. "Nasci na Áustria, um país bonito e que eu amo mas também um lugar onde a intolerância e ignorância levou às atrocidades. Por causa disso, quero fazer tudo o que possa para promover a tolerância no mundo", disse." [notícia completa]
Raparigas Afegãs Envenenadas por Irem à Escola
No PÚBLICO: "Três raparigas afegãs foram hospitalizadas em situação crítica depois de terem sido envenenadas por supostos islamistas, que as queriam punir por irem à escola, noticiou ontem o diário britânico "The Guardian". O Presidente afegão, Hamid Karzai, disse que os responsáveis por este crime, na província oriental de Khost, eram menos que seres humanos. Para Karzai este ataque foi realizado por terroristas e "elementos estrangeiros". "Não chamarei afegão ou muçulmano a alguém que envenena uma criança de oito anos porque ela vai à escola", declarou. "Não são pessoas, são animais". O "Guardian" cita Vikram Parekhm, analista do International Crisis Group, que diz que tem havido uma série de ataques a escolas de raparigas no Afeganistão, sobretudo no Sul do país, mas sublinhou que esta foi a primeira vez que o alvo dos ataques foram as próprias crianças." [notícia completa]
Exército dos EUA Castiga Oficiais por Abusos em Prisão Iraquiana
No PÚBLICO: "O Exército americano anunciou ontem que repreendeu sete oficiais envolvidos em casos de abuso de prisioneiros iraquianos detidos na cadeia de Abu Ghraib, em Bagdad. Para seis dos oficiais, a "repreensão" implicará provavelmente a expulsão das Forças Armadas. Mais seis militares americanos estão a ser investigados; pode haver ainda outros envolvidos. A televisão CBS exibiu nos EUA na semana passada imagens de prisioneiros iraquianos humilhados ou agredidos pelos seus captores em Abu Ghraib. As sevícias ocorreram no final do ano passado; segundo as autoridades militares americanas, foram atacados 20 detidos iraquianos. Há um mês que as forças americanas tinham em curso uma investigação aos abusos. Ontem foram anunciados os castigos. As repreensões feitas pelo general Ricardo Sanchez (comandante máximo das forças americanas no Iraque) a seis dos sete oficiais mencionados são da maior severidade prevista na lei administrativa militar dos EUA." [notícia completa] [notícia no PÚBLICO.PT]
segunda-feira, maio 03, 2004
Justiça iraniana confirma pena de morte para intelectual
No PÚBLICO.PT: "Um tribunal iraniano confirmou hoje a condenação à morte por blasfémia do intelectual dissidente Hachem Aghajari. Segundo Zekrollah Ahmadi, presidente do tribunal da província de Hamedan, o mesmo que o condenou à pena de morte em primeiro lugar, "a decisão deverá ser enviada de novo ao Supremo Tribunal iraniano, que a invalidou uma primeira vez por vícios de forma no inquérito". Esta situação implicava, segundo a lei iraniana, que o mesmo tribunal corrigisse os vícios de procedimento e realizasse um novo julgamento. Hachem Aghajari foi condenado à morte em Novembro de 2002 por um único juiz em Hamedan, que decretou ainda uma pena de prisão prévia de oito anos numa penitenciária das cidades do deserto. O intelectual e professor foi acusado do crime de blasfémia por ter defendido publicamente, numa aula de História numa universidade de Teerão, em Agosto passado, uma reforma do islão e declarado que os muçulmanos não devem "seguir cegamente os chefes religiosos" e que os ensinamentos dos clérigos sobre o islão eram considerados sagrados apenas porque faziam parte da História e que cada nova geração devia ser capaz de ter a sua interpretação da fé." [notícia completa]
Brasil: Número de civis mortos pela polícia continua a crescer
Na LUSA: "São Paulo, Brasil, 03 Mai (Lusa) - O número de civis mortos pelas policias nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro ascendeu a 2.063 em 2003, o que representa um crescimento de 43 por cento relativamente a 2002, escreve a revista Época. Numa reportagem sobre o fenómeno, publicada na sua mais recente edição, a revista, citando dados oficiais, assinala que o número de civis mortos pelas forças policiais em 2003 é 215 por cento maior do que aquele registado cinco anos antes, quando o total de mortes foi de 654. "Em nome da guerra contra o crime, os polícias brasileiros matam cada vez mais. Apesar do banho de sangue, a criminalidade não cede e o cidadão não se sente seguro", refere a reportagem da Época. No ano passado, a policia do Rio de Janeiro matou 1.195 civis, o que representa uma morte em cada oito horas e um crescimento de 33 por cento face a 2002. No mesmo período, 37 polícias foram mortos em combate no Rio de Janeiro, ainda segundo os dados oficiais citados pela Época." [notícia completa]
RSF: 42 jornalistas assassinados em 2003
No Diário Digital: "No ano passado 42 jornalistas foram assassinados em todo o mundo, o registo mais elevado desde 1995, segundo o relatório anual da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), publicado esta segunda-feira. O documento revela ainda que mais de 130 profissionais estão neste momento presos. O relatório, intitulado «The 2003 Global Press Freedom World Tour», que celebra o 14º Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, relata que a Ásia e o Próximo Oriente foram as áreas onde se registaram a maioria dos assassinatos de jornalistas. Em 2003, o número de repórteres assassinados quase que duplicou a cifra registada em 2002, quando morreram 25 jornalistas. Porém, essa lista vem acompanhada de outras violações da liberdade de imprensa: no ano passado 766 jornalistas foram detidos, mais de 1.460 foram agredidos ou ameaçados, e cerca de 501 órgãos de comunicação foram censurados." [notícia completa]
Relatório refere maus tratos sistemáticos a presos iraquianos
No Diário Digital: "Um relatório secreto do exército dos EUA denunciou o carácter «sistemático» dos abusos cometidos pelos soldados norte-americanos contra prisioneiros iraquianos, segundo vários trechos do documento publicados esta segunda-feira pela imprensa norte-americana. «Entre Outubro e Dezembro de 2003, na prisão de Abu Ghraib cometeram-se numerosos maus tratos sádicos, flagrantes e gratuitos contra prisioneiros», refere o relatório. «Estes maus tratos sistemáticos e ilegais contra os prisioneiros foram cometidos de forma intencional por numerosos membros da Polícia Militar», escreve o general Antonio Taguba no relatório, segundo trechos publicados pelo Los Angeles Times. O escândalo veio a público a 28 de Abril, quando se tornou público que eram infligidos maus tratos e humilhações aos prisioneiros na prisão de Abu Gharib (na periferia ocidental de Bagdad), dos quais foram divulgadas fotografias explícitas nos meios de comunicação norte-americanos. O chefe do Estado Maior conjunto, o general Richard Myers, afirmou esta segunda-feira que se trata de casos isolados e não de uma prática sistemática do exército." [notícia completa]
Responsável militar alega ignorar torturas a detidos iraquianos
No Diário Digital: "A general da Polícia militar norte-americana, Janis Karpinski, responsável pela prisão de Abu Ghraib, em que foram torturados prisioneiros iraquianos, garantiu esta segunda-feira que não tinha conhecimento do que se estava a passar. Falando à estação de televisão ABC, Karpinski sublinhou que «não sabia de nada quanto a esta questão». «Se tivesse sabido de alguma coisa, obviamente teria actuado rapidamente», garantiu. A militar afirmou ainda ter ficado «nauseada» com as imagens de militares a maltratar os detidos. A general explicou que um grupo de 16 militares podia ser visto nas fotos, mas «outras pessoas» da Polícia Militar estarão envolvidas na questão. Entretanto, a revista New Yorker revelou na sua última edição que as torturas terão sido levadas a cabo a mando dos Serviços Secretos Militares." [notícia completa]
DIREITOS DO HOMEM: Coligação aceita demissão de ministro
Na TSF: "A coligação do Iraque aceitou a demissão do ministro iraquiano dos Direitos do Homem, Abdel Bassar Turki, apresentada a 8 de Abril para protestar contra as operações militares americanas. «A demissão foi aceite no domingo pela Autoridade Provisória da Coligação», afirmou o porta-voz do Ministério dos Direitos Humanos, Jihad Zair. Turki é o primeiro ministro dos Direitos do Homem que se conhece no Iraque e um dos raros titulares da pasta no Médio Oriente. No entanto, os violentos combates em Faloujah, as imagens de civis atingidos e de prisioneiros iraquianos que sofreram maus tratos suscitaram críticas sobre a forma como a operação dos EUA está a ser desencadeada em território iraquiano." [notícia completa]
IMPRENSA: Iraque é o país mais perigoso para jornalistas
Na TSF: "O Iraque está em primeiro lugar na lista dos 10 países mais perigosos do mundo para trabalhar como jornalista, anunciou esta segunda-feira, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o Comité de Protecção dos Jornalistas. Entre raptos, assaltos, ataques à bomba e tiros, já morreram 25 jornalistas no Iraque desde o início da ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos. As próprias forças norte-americanas representam uma ameaça já que deste total de vítimas mortais, pelo menos sete jornalistas foram mortos por tiros da coligação. Vários jornalistas, sobretudo árabes e iraquianos, foram detidos e maltratados pelas forças do Tio Sam. Cuba é o segundo pais da lista. O executivo de Fidel Castro iniciou em 2003 uma perseguição feroz à imprensa. Neste momento, mais de 29 jornalistas estão atrás das grades a cumprir penas acima dos 25 anos de prisão." [notícia completa]
Soldados que forneceram fotografias ao «Daily Mirror» reafirmam depoimentos
No PÚBLICO.PT: "Nós dissemos a verdade", garantem os dois soldados que divulgaram as fotografias de um prisioneiro iraquiano a ser torturado por um militar britânico. As garantias dos soldados surgem na sequência de declarações de vários peritos que põem em causa a veracidade das imagens. "Mantemos todas as palavras da nossa história", reafirmam os dois soldados na edição de hoje do tablóide inglês "Daily Mirror". "As fotografias são verdadeiras", afiançam, referindo-se às imagens publicadas no sábado naquele jornal. Os dois militares afirmam ainda que "o Exército sabe que existem fotografias de outros incidentes" parecidos. "Eu estava lá, e vi o que se passou", sublinha um dos soldados ouvidos pelo "Daily Mirror". [notícia completa] [notícia na BBC Brasil]
EUA instauram processos disciplinares a seis militares
No Diário Digital: "O Exército norte-americano instaurou processos disciplinares a seis militares envolvidos nos abusos contra iraquianos detidos na prisão de Abu Ghraib, informou esta segunda-feira um oficial militar. O anúncio acontece na sequência da investigação ordenada pelo general no Iraque Ricardo Sánchez. Outros seis soldados estão a ser investigados por este incidente." [notícia completa]
A sombra da insegurança
No Diário de Notícias: "Um terço da população mundial está privada de liberdade de imprensa, afirma a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) no seu relatório sobre 2003, publicado por ocasião do 14.º Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, que se celebra hoje. Na Europa a situação «está satisfatória», revela o documento, porque os casos de violação do princípio da protecção da confidencialidade das fontes e as agressões a jornalistas diminuiram. O continente americano «continua a ser uma zona de contrastes». Embora a liberdade de imprensa seja globalmente respeitada, isso não acontece em Cuba, Haiti ou Colômbia, país que se tornou no mais «mortífero». [notícia completa]
Preocupações com a Liberdade de Imprensa Persistem em Portugal
No PÚBLICO: "O 14º Dia Mundial da Liberdade de Imprensa celebra-se hoje em Portugal num contexto em que se evidenciam as preocupações relativas à concentração das empresas de comunicação social e os seus riscos para o pluralismo e a liberdade de expressão. O próprio Presidente da República fez referência ao assunto no seu discurso por ocasião da Sessão Solene Comemorativa do 30º Aniversário do 25 de Abril: "Deixo um alerta para os perigos da concentração da propriedade dos 'media'. Não é a primeira vez que o faço, mas o progressivo aumento deste fenómeno obriga-me a repeti-lo. A liberdade de informação não pode estar refém dos interesses económicos ou políticos." Jorge Sampaio disse também que "uma comunicação social livre e independente não se revela, por si só, na multiplicidade de títulos, canais ou antenas, mas sim na pluralidade efectiva que eles representam. Só esta pode ser obstáculo ao controlo da comunicação social por interesses económicos e políticos". [notícia completa]
Abusos a Presos Iraquianos Eram «Encorajados» Pelos Responsáveis dos Interrogatórios
No PÚBLICO: "O chefe do Estado-maior Interarmas americano, general Richard Myers, garantiu ontem que os abusos a prisioneiros iraquianos por parte de militares americanos divulgados nos últimos dias não correspondem a um padrão generalizado de comportamento. As revelações sobre o tratamento de detidos na prisão de Abu Ghraib não param: segundo o relato de um dos seis militares sob investigação, pelo menos um detido morreu depois de interrogado e a situação do centro de detenção na altura dos abusos investigados era de descontrolo absoluto, com casos em que 12 militares tinham a cargo mil prisioneiros." [notícia completa]
domingo, maio 02, 2004
Monstruosa tentação
No Outras Palavras: "Pode haver uma explicação oculta para o uso maciço de mercenários pelos EUA: eles são soldados acima das convenções e dos tribunais internacionais... Aproximadamente 15 mil homens contratados para serviços militares -- talvez mais -- estão trabalhando no Iraque. Os quatro norte-americanos brutalmente assassinados em Falluja em final de março eram parte deste exército informal de ocupação. Estes empregados colocam em risco as tradicionais cadeias de comando e controle militar e desafiam as normas básicas da responsabilidade pública dos governos na guerra. Abusos e direitos humanos ficam sem punição. O pagamento de contratos privados está sangrando os cofres públicos. No limite, este sistema de forças está além do controle do exército dos EUA. Ao mesmo tempo, porém, o uso destes contratos cria a oportunidade para que a Casa Branca se isente de suas responsabilidades públicas. À medida em que as cifras e a influência política conquistadas pelas corporações contratadas se expande, amplia-se também o poder que elas reúnem para evitar mudanças políticas." [texto completo]
AI acusa Bush de apoiar violações cometidas por Israel
No Diário Digital: "A Amnistia Internacional (AI) acusou esta sexta-feira o presidente de Estados Unidos, George W. Bush, de apoiar implicitamente as «numerosas violações dos direitos humanos e do direito internacional cometidas pelo Estado hebraico», ao ter recentemente apoiado explicitamente a política do primeiro-ministro israelita, Ariel Sharon. A AI refere como exemplos de violações dos direitos humanos a criação de colonatos nos territórios palestinianos ocupados, a recusa do direito de regresso aos refugiados, a construção do muro de segurança no interior da Cisjordânia e as execuções extra-judiciais perpetradas pelas forças de segurança israelitas contra os activistas palestinianos. «Hoje escrevo-lhe para manifestar a nossa profunda preocupação pelas numerosas questões relacionadas com os Direitos Humanos contidas na sua recente carta a Ariel Sharon, primeiro-ministro de Israel, escreve a secretária-geral da AI, Irene Khan, numa carta aberta a Bush. «Fazemos notar que algumas dessas posições são contrárias ao Direito Internacional e parecem significar uma variação em relação à anterior política dos Estados Unidos», assinala, acrescentando que a AI receia que «essas declarações possam contribuir para uma maior deterioração da situação dos Direitos Humanos em Israel e nos territórios ocupados. A AI mostra-se sobretudo preocupada com o apoio manifestado por Bush à decisão de Israel de manter a aumentar os colonatos na Cisjordânia, inclusivamente em Jerusalém Leste, e com a recusa em aceitar o direito de regresso dos refugiados palestinianos que fugiram de suas casas por causa da guerra que se seguiu à criação do Estado hebraico, bem como dos respectivos descendentes." [notícia completa]
IRAQUE/ PRESOS: Oficial dos EUA acusa secretas de maus tratos
Na TSF: "A oficial norte-americana responsável pelas prisões no Iraque, responsabilizou os serviços secretos norte-americanos pelos maus tratos aos detidos iraquianos, numa entrevista publicada pelo «New York Times». A oficial norte-americana disse que a zona de alta segurança, na prisão em causa, está sob controlo dos serviços secretos e que os oficiais da secreta militar norte-americana entram e saem deste complexo 24 horas por dia. A mesma fonte adiantou ainda que as hierarquias estão a acusar os soldados para proteger os verdadeiros responsáveis." [notícia completa]
Mais de Mil Civis Mortos no Burundi em 2003
No PÚBLICO: "Os soldados e os rebeldes do Burundi mataram no ano passado mais de mil civis, apesar de todos os esforços que têm vindo a ser feitos para se acabar com o conflito naquele país africano, indicou ontem um grupo local dos direitos humanos, a Liga Iteka. Desde Novembro de 2003 que se tenta em vão reintegrar na sociedade todos os elementos que participaram numa década de guerra civil durante a qual morreram naquele país 300.000 pessoas, enquanto muitas mais eram obrigadas a abandonar as suas casas. E agora o assunto vai ser debatido pelos dirigentes do Uganda, Ruanda, Burundi, Etiópia e África do Sul." [notícia completa]
Depois das tropas americanas, soldados britânicos acusados de tortura
No PÚBLICO.PT: "Depois da CBS ter mostrado fotografias de alegadas torturas a prisioneiros iraquianos por parte de tropas norte-americanas, o jornal britânico "Daily Mirror" publicou imagens de alegados maus tratos levados a cabo, desta feita, por militares britânicos. Membros do Exército do Reino Unido já puseram em causa a autenticidade destas fotografias. Segundo a BBC, os militares britânicos não acreditam na veracidade das imagens mostradas pelo jornal porque nelas aparecem uma arma e um camião que não são os que utilizam as tropas do Reino Unido em acção no Iraque. O tablóide "Daily Mirror" publicou ontem diversas fotografias de alegadas torturas a presos do Iraque, entre elas uma em que um militar britânico com uniforme aparece urinando sobre um preso, num camião." [notícia completa]
Macedónia: Ilegais Executados
No Correio da Manhã: "Num escândalo de contornos absolutamente chocantes, a Macedónia encenou um atentado terrorista e matou sete imigrantes ilegais paquistaneses afirmando que eram radicais islâmicos. A ideia era "impressionar" a comunidade internacional, provando que o país estava a colaborar na luta contra o terrorismo islâmico. Os factos, agora reconhecidos pelas autoridades de Skopje, tiveram lugar em 2002 e a sua revelação pode custar aos responsáveis uma condenação a prisão perpétua. Para além dos oficiais do Exército e polícias envolvidos na execução a sangue-frio dos imigrantes, o primeiro-ministro macedónio da altura, Ljube Boskovski, poderá ser acusado e, se dado como culpado, será condenado a uma pena mínima de 10 anos de prisão. A porta-voz da polícia Mirjana Konteska afirmou que seis pessoas, entre elas três antigos comandantes da Polícia, dois militares das tropas especiais e um empresário, foram relacionadas com o escândalo e acusados de homicídio. Boskovski nega ter praticado qualquer acto ilícito, mas o Ministério Público solicitou ao Parlamento o levantamento da sua imunidade para poder acusá-lo. Na altura das mortes, o então chefe de governo afirmou que os homens abatidos estavam a planear atentados contra instalações de importância vital e contra embaixadas. Outras fontes governamentais explicaram, por seu lado, que os paquistaneses abriram fogo sobre uma patrulha da polícia, que respondeu ao fogo inimigo e matou os atacantes. [notícia completa]
Novas Imagens Mostram Violência por Parte de Soldados Britânicos
No PÚBLICO: "Depois dos soldados americanos, é agora um britânico a aparecer em imagens de violência contra prisioneiros iraquianos. Nas fotografias, publicadas ontem pelo jornal "Daily Mirror", vê-se um soldado britânico a abusar de um prisioneiro de guerra iraquiano. Alegadamente as fotografias foram enviadas ao jornal por um soldado britânico que terá assistido à sessão. O mesmo soldado afirmou ao jornal que tais comportamentos eram frequentes por todo o Iraque. Um outro soldado, também em declarações ao "Daily Mirror", descreve uma cena de violência que terá ocorrido em Setembro passado. Apesar de discordar dos abusos ele explica que "se os entregarmos à polícia eles serão libertados passado umas horas... Nós só lhes damos uma lição". [notícia completa]
sábado, maio 01, 2004
Soldados britânicos são acusados de tortura no Iraque
Na BBC Brasil: "A edição deste sábado do jornal britânico Daily Mirror divulgou fotos de um iraquiano que, supostamente, teria sido submetido a maus tratos por parte dos soldados da Grã-Bretanha que estão servindo ao Iraque. A denúncia está sendo feita dois dias depois de a rede de TV americana CBS ter divulgado outras imagens de cidadãos do Iraque aparentemente submetidos a torturas por parte de soldados americanos da coalizão que ocupa o país. Uma das fotos obtidas pelo tablóide britânico, divulgada na capa da publicação (veja acima), mostra um soldado urinando em uma pessoa encapuzada e sem camisa. O ministério britânico da Defesa abriu um inquérito sobre as alegações." [notícia completa]
Detidas 14 Pessoas em Nampula por Alegada Posse de Órgãos Humanos
No PÚBLICO: "Pelo menos 14 pessoas terão sido detidas em Nacaroa, província de Nampula, por alegada posse de órgãos humanos, avançou ontem o jornal moçambicano "Notícias". Rituais mágicos destinados a obter prosperidade económica estarão na origem do macabro achado - confirmado pelo Ministério Público e negado pela Polícia de Segurança Pública. Segundo terá afiançado o administrador de Nacaroa, Cassamo Mussagy, ao "Notícias", o episódio ocorreu em Muchico, a 17 quilómetros da vila sede de distrito, a cerca de 200 quilómetros da cidade de Nampula, que tem sido palco de denúncia de tráfico de pessoas e de órgãos nos últimos meses. A "prática" começou a desvendar-se quando o régulo (o chefe da aldeia) decidiu contratar alguns curandeiros para um trabalho de "purificação" do seu território." [notícia completa]
Washington e Londres Indignados com Abusos a Prisioneiros Iraquianos
No PÚBLICO: "O Governo britânico afirmou-se ontem chocado com as imagens de tortura e abusos de prisioneiros iraquianos por parte de militares americanos. A Casa Branca também, e garante que os responsáveis serão alvo de acções disciplinares. As imagens, divulgadas pela CBS na quarta-feira, são descritas pela Cruz Vermelha como inquietantes. A Amnistia Internacional diz que, ao contrário do que asseguram os responsáveis americanos, os abusos agora revelados "não são um caso isolado". Quinta-feira o exército americano já tinha admitido a existência das fotografias, tiradas pelos próprios soldados, e da investigação que estas, em conjunto com outras provas reunidas por um militar, suscitou. Sete militares, incluindo um general que coordenava a prisão de Abu Ghraib, onde tiveram lugar os abusos documentados, estão a ser investigados. Um grupo de iraquianos despidos formando uma pirâmide humana; um prisioneiro de pé em cima de uma caixa com fios presos às mãos sob ameaça de ser electrocutado, um cão a atacar um detido e outros prisioneiros obrigados a simular actos sexuais - são estas algumas das imagens no centro da polémica. No total, 17 militares estiveram sob investigação desde que em Janeiro foi feita uma denúncia sobre alegados abusos cometidos entre Novembro e Dezembro. Para além do general, que enfrenta medidas disciplinares, os outros seis, todos polícias militares com funções em várias prisões onde os americanos mantêm detidos milhares de iraquianos (a maioria por suspeita de ligações a ataques contra as forças da ocupação) deverão enfrentar um tribunal marcial e podem ser condenados a penas de prisão. [notícia completa] [notícia no Diário Digital e na TSF]
Subscrever:
Mensagens (Atom)









