sexta-feira, maio 07, 2004
EUA: padrão de brutalidade e de crueldade - crimes de guerra em Abu Ghraib
Numa carta aberta ao Presidente dos EUA George W. Bush, a AI affirmou hoje que os abusos alegadamente cometidos pelos agentes americanos estabelecimentos em Bagdad são crimes de guerra, e também apelou à administração para que investigue de maneira exaustiva estes actos, para garantir que não haja impunidade para ninguém, não obstante a posição ou posto. A AI disse que documentou um padrão de abusos por parte dos agentes dos EUA contra os detidos, inclusive no Iraque e no Afeganistão, nos últimos dois anos. Apesar do Secretário da Defesa Donald Rumsfeld ter afirmado esta semana estar ?abalado? pelos abusos em Abu Ghraib, e que este eram ?excepções? e ?não um exemplo ou um costume?, a AI tem apresentado às mais altas autoridades dos EUA, incluindo à Casa Branca, o Departamento da Defesa e o Departamento de Estado alegações consistentes de brutalidade e de crueldade por parte de agentes contra detidos. Isto durante os últimos dois anos. Em Julho de 2003, a organização revelou num memorando apresentado ao Governo dos EUA e à Autoridade Provisória da Coligação no Iraque alegados actos de tortura e maus tratos a prisioneiros iraquianos, por parte das forças da Coligação. Estas alegações incluíam espancamentos, choques eléctricos, privação de sono, enacpaçamentos, obrigação de ficar de pé e de joelhos durante um tempo prolongado. Não houve nenhuma resposta nem indicação por parte da administração ou da Autoridade Provisória da Coligação de que uma investigação estava a ser levada a cabo. [Fonte: Amnistia Internacional - Secção Portuguesa]
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