quarta-feira, junho 22, 2011

Guiné Equatorial: libertados os sete prisioneiros adoptados pela Amnistia Grupo 19


Todos os sete prisioneiros de consciência que a Amnistia Internacional Portugal – Grupo 19 adoptou na Guiné Equatorial foram libertados, acaba de confirmar a AI, em Londres. Gerardo Mangue Offeso, Cruz Obiang Ebele, Emiliano Esono Micha, Gumersindo Ramírez Faustino y Juan Ecomo Ndong, e ainda Florencio Elá Bibang, Antimo Edú, viram as suas condenações perdoadas.

Na verdade nenhum deles, de acordo com as investigações da Amnistia Internacional, cumpria uma pena justa. Todos estavam presos apenas por exercerem legítimos direitos de cidadania e de oposição ao regime do Presidente Teodoro Obiang Nguema (na foto). E todos, além de injustamente detidos e penalizados, foram objecto de tortura, privação de acompanhamento médico e de visitas regulares de familiares.

A Amnistia Internacional Portugal – Grupo 19 acompanhava os sete casos há vários meses, em parceria com outros grupos europeus. Apelos à sua libertação foram também incluídos na revista oficial da AI Portugal, edição 08.

O perdão ocorreu por ocasião das comemorações dos 69 anos do chefe de Estado, metade deles passados no poder, que vem exercendo de forma arbitrária e contrária a todos os direitos, liberdades e garantias das leis internacionais e do próprio país.

Antes da sua libertação, os prisioneiros ditos perdoados foram obrigados a assinar um documento de agradecimento ao Presidente pela sua benevolência. Foram também obrigados a afirmar que não irão cometer ofensas semelhantes, sendo que se o fizerem serão enviados para a prisão para concluírem o cumprimento da suas penas, além de eventuais novas sentenças.

Com a libertação, no ano passado, do peruano Carlos Jorge Garay, e dos guineo-equatorianos Marcelino Nguema Esono y Santiago Asumu, sobe assim para dez o número de presos de consciência adoptados pelo 19 e libertados no espaço de um ano e meio.

Mas as perseguições e a violência continuam na Guiné Equatorial. As autoridades guineo-equatorianas devem pôr fim imediato à terrível repressão à liberdade de expressão que se faz sentir em vésperas de uma cimeira da União Africana, que irá ter lugar na capital do país, Malabo, no dia 23 de Junho, afirmou a Amnistia Internacional.

Nos últimos meses, opositores políticos assim como cerca de 100 estudantes foram presos e detidos arbitrariamente, como medida preventiva contra manifestações durante a cimeira. Muitos sofreram maus-tratos de acordo com relatos.

Notícia em actualização

1 comentário:

Paulo Gancinho Caeiro disse...

Muitos parabéns à AI, e um grande abraço ao grupo19 de sintra pelo seu trabalho realizado por esta causa. Um brinde!