quinta-feira, maio 06, 2004
Pentágono envolve civis em interrogatórios no Iraque
No Diário de Notícias: "À medida que prosseguem as seis investigações em curso ao que sucedeu na prisão de Abu Ghraib, vai sendo possível estabelecer um quadro mais preciso sobre a matéria. A começar pelo tipo de pessoas responsáveis pelos interrogatórios. Tristemente célebre durante o regime de Saddam Hussein, Abu Ghraib, situada nos arredores de Bagdad, é o maior complexo prisional do país. É isso que explica, por exemplo, que, em Setembro do ano passado, os presos mais sensíveis tivessem sido concentrados em duas das suas alas (a 1-A e a 1-B) numa tentativa de se recriar o que acontece com os detidos da Al-Qaeda, em Guantánamo. Foi só depois desse movimento que se registaram os casos de sevícias, entre Outubro e Dezembro. Nessa altura, Saddam ainda não tinha sido preso e existia uma grande pressão para a recolha de informações que pudessem levar à sua captura. Muitos dos suspeitos detidos no chamado «triângulo sunita» eram então enviados para Abu Ghraib e aí interrogados. As instruções passavam por obter resultados rapidamente, mesmo que os prisioneiros fossem privados de sono ou de luz. E embora muitos dos responsáveis pelos interrogatórios em Abu Ghraib fossem da CIA ou dos serviços de informação militares, outros eram civis contratados. Em especial de duas empresas: a CACI International, de Arlington (da Virgínia) e a Titan Corporation, de San Diego (Califórnia), que recorrem a ex-militares ou antigos operacionais. É isso que consta do relatório elaborado pelo general António Taguba, que recomenda o despedimento de um elemento da CACI, que teria permitido ou ordenado a alguns militares não treinados em técnicas de interrogatório que os facilitassem, estabelecendo condições «não autorizadas». [notícia completa]
GRÃ-BRETANHA: Parlamento duvida das imagens da «tortura»
Na TSF: "O parlamento britânico quer a demissão do editor do Daily Mirror, caso se confirme que são falsas as fotos que publicou no sábado e onde mostrava militares ingleses a torturar soldados iraquianos. A polémica está instalada em Inglaterra sobre a veracidade das imagens que o Daily Mirror publicou no sábado e onde se podem ver soldados britânicos a torturar militares iraquianos. A dúvida foi colocada por alguns especialistas, políticos e jornais concorrentes que destacam detalhes que «não batem certo». Por exemplo, a arma que é mostrada não está a ser usada no Iraque nem parte do fardamento dos militares britânicos que aparecem nas imagens." [notícia completa] [notícia no Diário de Notícias]
Comandante da Prisão de Abu Ghraib Pede Desculpa Aos Iraquianos
No PÚBLICO: "Foi na prisão de Abu Ghraib, onde tiveram lugar os abusos recentemente divulgados sobre prisioneiros iraquianos, que ontem, pela primeira vez, um general americano pediu desculpas. "Queria em meu nome pessoal pedir desculpas ao povo iraquiano pelos actos de um pequeno número de comandantes e soldados", disse o general Geoffrey Miller aos jornalistas que foram convidados a visitar a prisão numa operação de relações públicas destinada a limpar a imagem do Exército americano. "Foram violações não apenas da nossa política nacional, mas da forma como nos comportamos como membros da comunidade internacional", disse." [notícia completa]
O Que Leva Guardas a Abusar dos Presos?
No PÚBLICO: "Hayder Sabbar Abd identificou-se perante o jornalista do "New York Times" em Bagdad como um dos prisioneiros vítimas de abusos que aparecem nas fotografias tiradas na prisão de Abu Ghraib, na capital iraquiana. "Este é o Joiner", disse, apontando para uma das fotos, que na última semana têm sido publicadas em todo o mundo e onde se vê um soldado de óculos, e luvas de borracha azuis, junto a corpos de prisioneiros empilhados uns sobre os outros. "Esta é miss Maya", continuou, identificando uma mulher que aparece na mesma foto." [notícia completa]
Bush Promete Aos Árabes Punir Culpados por Actos «Repugnantes»
No PÚBLICO: "O Presidente dos Estados Unidos foi ontem entrevistado em duas televisões árabes sobre as notícias e imagens de tortura em cadeias iraquianas. George W. Bush expressou horror pelos incidentes em que soldados americanos torturaram prisioneiros iraquianos; garantiu que foram actos isolados que não representam nem a política oficial nem os valores da América; e prometeu que os responsáveis pelos abusos serão julgados e punidos." [notícia completa] [notícia no Diário de Notícias]
quarta-feira, maio 05, 2004
Bush: imagens de prisioneiros torturados aumentam hostilidade contra os EUA
No PÚBLICO.PT: "O Presidente norte-americano, George W. Bush, admitiu hoje que as fotografias de prisioneiros iraquianos maltratados por soldados dos EUA poderão contribuir para alimentar o sentimento anti-americano no Médio Oriente, mas garantiu que os autores dos abusos serão severamente punidos. Bush fez estas declarações durante as entrevistas que concedeu hoje às televisões em língua árabe Al Hurra, estação iraquiana criada pelos EUA após a invasão, e Al Arabya, canal por satélite com sede no Dubai." [notícia completa] [notícia no Diário Digital e na TSF]
Campanha: «Jogo Limpo no Euro 2004»
Na OIKOS, uma Campanha da Coordenação Portuguesa do Comércio Justo (CPCJ): "As grandes marcas de equipamentos desportivos não estão a respeitar os direitos de milhões de trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para poderem chegar às lojas com os últimos modelos de ténis, roupa e acessórios, a preços muito competitivos, antes do início do Euro 2004. O Euro 2004 está comprometido com os princípios do jogo limpo, mas os trabalhadores e trabalhadoras das fábricas de artigos desportivos têm que trabalhar excessivamente, sem descanso e repetidamente sem ganhar horas extraordinárias, para que os atletas e os adeptos possam exibir as últimas modas desportivas. Um excelente período económico para as empresas mas um pesadelo para os trabalhadores. Actua já – exige que as empresas de equipamentos desportivos assumam as suas responsabilidades de uma forma séria e eficaz. Respeito pelos direitos dos trabalhador@s da indústria desportiva." [mais informação]
Famílias de iraquianos mortos pedem investigação
No Diário Digital: "As famílias de 12 iraquianos mortos por disparos do Exército britânico, vão pedir que se abra uma investigação independente às mortes dos seus familiares. De acordo com um dos advogados dos requerentes, a demanda será baseada na Convenção Europeia dos Direitos Humanos. O causídico Paul Shiner explicou ao canal de rádio público britânico BBC que «os Soldados Britânicos e o Ministério da Defesa não podem falar de qualquer maneira de mortes que poderiam ser consideradas homicídios, devem ser investigadas»." [notícia completa]
Sentença de morte embaraça Teerão
No Diário de Notícias: "As autoridades iranianas têm vindo a multiplicar-se em declarações sobre o dissidente Hachem Aghajari, tentando minimizar o alcance da sentença decretada por um pequeno tribunal de província, que condenou aquele professor universitário à pena de morte por blasfémia. Tudo com o objectivo de deixar claro que a decisão anunciada na segunda-feira não é definitiva. Exemplo disso foi a declaração ontem feita por Gholamhossein Elham, porta-voz das autoridades judiciárias iranianas, considerada uma das instituições mais conservadoras do regime: «A pena só será definitiva se ela for confirmada pelo Supremo Tribunal, e isso ainda não aconteceu.»" [notícia completa]
General americano responsável pelos prisioneiros iraquianos pede desculpas
No PÚBLICO.PT: "O general norte-americano Geoffrey Miller, responsável pelo sistema de encarceramento das tropas da coligação no Iraque, apresentou hoje desculpas públicas ao povo iraquiano, na sequência do escândalo dos maus tratos a que foram submetidos detidos iraquianos na prisão de Abu Ghraib. Pouco antes das desculpas públicas do general Geoffrey Miller, centenas de iraquianos manifestavam-se em frente à prisão de Abu Ghraib para denunciarem os maus tratos inflingidos aos prisioneiros." [notícia completa] [notícia no Diário Digital]
IRAQUE: Manifestação contra a violência em Abu Ghraib
Na TSF: "Centenas de iraquianos estão esta quarta-feira a manifestar-se em frente à prisão de Abou Ghraib, perto de Bagdad, para denunciar os maus tratos infligidos a detidos iraquianos naquele estabelecimento prisional. Cerca de 500 iraquianos juntaram-se à porta principal da prisão de Abou Ghraib, um símbolo da repressão do antigo regime de Saddam Hussein para denunciar os maus tratos infligidos a detidos iraquianos naquele estabelecimento prisional. O protesto, o primeiro desde as revelações sobre os maus tratos infligidos por soldados norte-americanos a detidos iraquianos, é organizado por iniciativa do Comité dos Ulemas muçulmanos (sunitas)." [notícia completa]
George W. Bush tenta acalmar ânimos nos países árabes
No PÚBLICO.PT: "O Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, vai ser entrevistado hoje por dois canais de televisão árabes, para tentar acalmar os ânimos após as denúncias de torturas e maus tratos a que terão sido sujeitos prisioneiros iraquianos às mãos de soldados norte-americanos. As entrevistas serão concedidas às televisões Al Hurra, canal em língua árabe criado pelos Estados Unidos após a invasão do Iraque, e à Al Arabia, com sede no Dubai, segundo informou a Casa Branca. Bush concederá igualmente entrevistas a diários árabes, como o "Al Ahram", o principal jornal egípcio." [notícia completa] [notícia na TSF]
Recluso Morre Enforcado em Alcoentre
No PÚBLICO: "Um recluso do Estabelecimento Prisional de Alcoentre faleceu segunda-feira à tarde enforcado na cela disciplinar, uma morte que a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP) atribui a suicídio e os outros presos a homicídio. Esta é a quarta morte por enforcamento naquela prisão em pouco mais de um ano, de acordo com os detidos. "Vários presos viram o 230 [número do prisioneiro] todo marcado na enfermaria. Não acreditamos tratar-se de um suicídio, foram os guardas. Se lhes fizer um teste de álcool à entrada da prisão vai ver que não há um guarda que passe", disse um dos vários reclusos de Alcoentre que ontem contactou a Lusa para denunciar "mais um homicídio" naquela prisão." [notícia completa]
Combates na Nigéria Causam Mais de 80 Mortos
No PÚBLICO: "A polícia conseguiu ontem restabelecer a ordem na cidade nigeriana de Yelwa, 350 quilómetros a leste da capital federal, Abuja, um dia depois de guerreiros de uma tribo predominantemente cristã, a dos tarok, ter atacado a população muçulmana e assassinado pelo menos 80 pessoas. Os tarok, ou yargamawa, armados com catanas e com espingardas muito antigas, assaltaram os fulas e hausas de Yelwa, no estado de Plateau, arrasaram casas e incendiaram mesquitas, admitindo-se que o número total de mortos possa ter ultrapassado a centena." [notícia completa]
Diplomatas Europeus e Americanos Solidários com Os Presos Cubanos
No PÚBLICO: "Diplomatas europeus e norte-americanas pediram ontem a libertação imediata de 75 activistas cubanos detidos o ano passado, durante uma perseguição a todos os que discordam do Presidente Fidel Castro, desde Janeiro de 1959 no poder. O apelo foi feito na residência, em Havana, do poeta e jornalista Raúl Rivero, que está a cumprir uma pena de 20 anos de cadeia e a quem a UNESCO concedeu o Prémio Mundial da Liberdade de Imprensa, pelo seu compromisso para com a comunicação social independente." [notícia completa]
Soldados Americanos Cometeram «Actos Criminosos, Sádicos, Vergonhosos»
No PÚBLICO: "A Administração norte-americana tentou ontem acalmar a polémica provocada pela divulgação das fotografias de abusos cometidos contra prisioneiros no Iraque, mas as denúncias, depoimentos e novas revelações continuam a multiplicar-se. O Presidente George W. Bush condenou os actos e garantiu que os responsáveis serão punidos, enquanto o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld considerou "as acções dos soldados nas fotos totalmente inaceitáveis e não-americanas". Falando na ONU, o secretário de Estado Colin Powell prometeu que "estes indivíduos serão apresentados à justiça militar". [notícia completa]
Confirmado: mais de 20 mil torturados na ditadura Pinochet
Na Agência de Informação Frei Tito para a América Latina (ADITAL): "Um relatório da Comissão de Ética Contra a Tortura reafirma e confirma o que várias organizações não governamentais de defesa pelos direitos humanos já denunciavam: as vítimas de tortura durante a ditadura de Augusto Pinochet foram milhares. O órgão recolheu, até o momento, mais de 20.000 depoimentos de pessoas que afirmaram ter sido vítimas dessa prática. Seis meses de trabalho foram suficientes para que a Comissão reunisse todos os depoimentos. Integrada por representantes de influentes organizações sociais chilenas para investigar as violações dos direitos humanos, a Comissão deverá concluir seu trabalho no próximo dia 11 de maio. O deputado Antonio Leal, do oficialista Partido pela Democracia (PPD), que foi vítima também de torturas, fez um apelo para todas as pessoas que passaram por esta situação para que dêem seus testemunhos. Apesar de alguns setores do Congresso terem pedido uma ampliação do prazo para que todas as vítimas tenham possibilidade de testemunhar, o órgão legislativo prefere que a coleta seja cumprida na data estipulada para que não haja mais demora no processo de reparação às pessoas torturadas." [notícia completa]
GAM registra 2.757 violações dos direitos humanos em 2003
Na ADITAL: [04/05] "Actos de corrupção, alterações de leis, abertura das portas do Estado ao crime organizado para co-governar, lavagem de dinheiro e outros que geraram um clima de ingovernabilidade sem precedentes na história recente. Assim, o Grupo de Apoio Mútuo (GAM) da Guatemala, no Informe sobre a Situação dos Direitos Humanos 2003, analisa o que aconteceu durante os últimos quatro anos de governo da Frente Republicana Guatemalteca (FRG) que, segundo o GAM, é um partido político formado por violadores dos direitos humanos, pessoas autoritárias e prepotentes. O Informe avalia que as violações aos direitos humanos foram aumentando em relação aos anos anteriores a partir de 2000. Para o GAM, se evidenciou a falta de capacidade mas, sobretudo, de interesse das autoridades em gerar uma política de segurança. Os grupos sociais em condições de vulnerabilidade se viram mais afectados e em crescente fragilidade; estes grupos são fundamentalmente as mulheres, os jornalistas e os defensores dos direitos humanos. Muitos actos apresentaram sinais de tortura antes da morte." [notícia completa]
Colômbia é o país mais perigoso para sindicalistas
Na ADITAL: [04/05] "Apenas em 2003, no mínimo 80 sindicalistas foram assassinados ou "desapareceram" na Colômbia. Por consta disso, para a Anistia Internacional, "a Colombia é o país mais perigoso do mundo para um sindicalista". A imensa maioria dos abusos contra os direitos humanos dos sindicalistas é atribuída às forças de segurança públicas e aos aliados paramilitares, embora a guerrilha também seja imputada como responsáveis por muitas destas violações. As ameaças de morte contra sindicalistas quase duplicaram no último ano, e o quadro do sindicalismo colombiano se agrava ainda mais porque "a impunidade, em casos de violações de direitos humanos contra membros de sindicatos, está praticamente garantida oficialmente", acusa o organismo. O Estado colombiano não oferece proteção, nem apura e pune os casos de ameaça e morte de sindicalistas, perpetrado muitas vezes por agentes do próprio governo." [notícia completa]
Moçambique/Portugal: Chissano admite cooperação na investigação tráfico órgãos
Na LUSA: "Lisboa, 04 Mai (Lusa) - O presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, admitiu hoje em Lisboa a hipótese da cooperação internacional nas investigações do alegado de tráfico de órgãos, caso as autoridades moçambicanas confirmem que se trata deste tipo de crime. Numa conferência de imprensa conjunta, após um encontro com o primeiro-ministro português, José Manuel Durão Barroso, Chissano afirmou que as investigações estão a decorrer para se apurar de que "fenómeno" se trata, frisando que o crime tem ainda de ser "tipificado". Caso as conclusões das investigações apontem para tráfico de órgãos e crianças, o presidente moçambicano admite a hipótese de recorrer à ajuda internacional, mas sublinhou que o assunto "pode ser encarado ao nível regional de cooperação" com outras polícias, como já acontece em relação ao tráfico de armas ou drogas." [notícia completa]
Mugabe quer encerrar mais um jornal
No Diário de Notícias: "O Governo do Presidente Robert Mugabe aproveitou o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado ontem, para anunciar que mais um jornal independente pode ser encerrado. O porta-voz do Conselho de Media e Informação - organismo oficial -, Tafataona Mahoso, disse à rádio estatal que o semanário moderado Tribune está em situação «ilegal» porque alterou a sua estrutura accionista sem informar a comissão. A ameaça do Governo do Zimbabwe verifica-se depois de um dos executivos do Tribune, Kindness Paradza, antigo jornalista, ter defendido que devem ser alteradas as leis que baniram as estações de rádio e televisão independentes, dado que essa legislação desencoraja o investimento nos media. O Tribune também criticou o encerramento do Daily News, em Setembro de 2003. Um encerramento que se traduziu, igualmente, no desemprego de quase 200 pessoas. Para além do encerramento de órgãos de informação, as mortes de jornalistas marcaram este ano as celebrações do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), por exemplo, exigiu uma investigação independente às inexplicáveis mortes de jornalistas no Iraque. Recorde-se que, no ano passado, o Iraque foi um dos locais onde mais jornalistas perderam a vida. Justiça, segurança e solidadariedade são as palavras-chave que orientam a luta da FIJ este ano. Nesse sentido, a FIJ instituiu um Fundo de Solidariedade para o qual devem ser canalizados donativos que serão depois utilizados para defender os jornalistas que tenham sido vítimas da violência e da injustiça." [notícia completa]
Vinte e cinco prisioneiros mortos sob tutela das forças americanas
No PÚBLICO.PT: "Vinte e cinco prisioneiros morreram enquanto estiveram detidos sob a tutela das forças norte-americanas no Afeganistão, onde pelo menos dois foram mortos, e no Iraque, anunciaram hoje fontes oficiais do Exército dos Estados Unidos. De acordo com um oficial do Exército dos Estados Unidos, um soldado foi condenado por homicídio pelo sistema de justiça militar norte-americano por ter abatido um prisioneiro em Setembro de 2003, num centro de detenção no Iraque. Um outro prisioneiro foi morto na prisão Abu Ghraib, perto de Bagdad, dois meses depois, por um contratante privado, que trabalhava para a CIA como interrogador. A mesma fonte, que falou sob condição de anonimato, revelou que o soldado foi punido com a redução de patente e expulso do serviço militar, mas não foi condenado a uma sentença de prisão. O tropa terá morto o prisioneiro depois deste ter lançado pedras a um soldado norte-americano. O tropa em causa foi classificado como tendo usado força excessiva." [notícia completa] [notícia no Diário de Notícias]
IRAQUE: HRW quer novas regras para prisioneiros
Na TSF: "Numa carta enviada à conselheira norte-americana, Condoleezza Rice, a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch pede novas regras para o tratamento de prisioneiros. A Human Rights Watch (HRW) pediu segunda-feira à conselheira presidencial para a segurança nacional, Condoleezza Rice, que sejam editadas novas regras sobre o tratamento a prisioneiros, após o escândalo na prisão iraquiana de Abou Gharib. «As revelações vindas do Iraque apelam a modificações radicais e sistemáticas na forma como são tratados os prisioneiros dos Estados Unidos no mundo, de modo a respeitar as obrigações legais dos países e reparar os danos causados pelos maus tratamentos na credibilidade dos Estados Unidos». [notícia completa]
terça-feira, maio 04, 2004
AI junta um milhão de assinaturas contra pena de morte na Nigéria
No Diário Digital: "A Amnistia Internacional (AI) entregou esta terça-feira um milhão e meio de assinaturas na Embaixada da Nigéria em Madrid para pedir o fim da pena de morte neste país. No próximo dia 6 de Maio vai celebrar-se o recurso do caso de Fatima Usman e Ahmadu Ibrahim, condenados em Agosto de 2002 a morrer por lapidação após serem acusados por um tribunal islâmico no estado de Níger (norte da Nigéria) por terem mantido relações sexuais sem estarem casados. As assinaturas foram recolhidas na página web www.amnistiapornigeria.org desde o passado mês de Fevereiro. A campanha continuará até que a pena de morte seja eliminada de todos os sistemas penais que regem a Nigéria, incluindo o que se baseia na lei islâmica (sharia), segundo indicou a organização num comunicado. Segundo a Amnistia Internacional, Fatima Usman e Ahmadu Ibrahim não contaram na primeira sessão do julgamento com advogados e esse é o argumento que utilizou a defesa para pedir a revisão da sentença. O recurso foi atrasado por várias ocasiões, a última a 21 de Abril." [notícia completa]
Londres vai investigar fotos de militares a torturar iraquianos
No Diário Digital: "O Ministério da Defesa britânico vai investigar as denúncias de maus tratos a prisioneiros iraquianos levados a cabo por militares do Reino Unido e já pediu ao jornal The Daily Mirror para entregar as 20 fotos que alegadamente mostram esse actos, publicadas recentemente. O ministro das Forças Armadas britânico, Adam Ingram, e o primeiro-ministro, Tony Blair, já vieram a público que o tipo de abuso demonstrado nas imagens é «totalmente inaceitável» e anunciaram a abertura da investigação. Ingram garantiu que caso se apure que houve comportamento impróprio por parte dos militares, serão aplicadas as sanções apropriadas." [notícia completa]
As fotos que fazem perder guerras
No Diário de Notícias: «São as imagens que vão fazer perder a guerra», dizem os analistas chamados a comentar os casos de abuso de prisioneiros no Iraque. Os americanos souberam através das fotografias mostradas pela cadeia de televisão CBS no programa 60 Minutos II, e , de cada vez que é pedido um depoimento aos responsáveis militares e civis, mais o público se revolta pelo que lhe é dado a conhecer. Após entrevistar 48 participantes e testemunhas nos incidentes, o major-general António Taguba, que está a liderar uma investigação sobre o assunto, entregou em Março um relatório de 53 páginas em que propunha acções disciplinares contra oito militares (de um brigadeiro até um sargento) e dois civis. Um carimbo na capa do relatório estabelecia que era «Secreto e para não ser distribuído no estrangeiro», mas um exemplar chegou à redacção da revista The New Yorker e, através dela, ao mundo. Os horrores da prisão de Abu Ghraib sintetizavam, afinal, a imagem utilizada por George W. Bush quando se referia ao sadismo do regime de Saddam Hussein. Saqueado aquando da queda de Bagdad, o complexo prisional foi remodelado pelos americanos, e, numa entrevista dada em Dezembro, a general Janis Karpinski dizia que «para muitos dos presos iraquianos em Abu Ghraib, as condições de vida são agora melhores na prisão que em casa». Em Janeiro, a general era formalmente repreendida e suspensa das suas funções..." [notícia completa]
Powell garante «justiça» pela tortura de prisioneiros iraquianos
No Diário Digital: "O secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, garantiu esta terça-feira que os EUA vão «fazer justiça», relativamente ao caso de torturas de prisioneiros iraquianos por parte de soldados norte-americanos. «Não ficará pedra por remover até assegurarmos que se vai fazer justiça, até assegurarmos que não volta a acontecer nada parecido», assegurou o chefe da diplomacia dos EUA, declarando que as imagens transmitidas pela televisão «deixaram os norte-americanos atónitos» e que estão «totalmente desenquadradas» dos militares daquele país." [notícia completa] [notícia na TSF]
EUA contestam reeleição do Sudão para a Comissão de Direitos Humanos
No PÚBLICO.PT: "O Sudão foi hoje reeleito para a Comissão de Direitos Humanos da ONU, levando a delegação dos EUA a abandonar a sessão em protesto, recordando as violações dos direitos humanos na região sudanesa de Darfur (Oeste), já denunciadas pelas Nações Unidas. O Conselho Económico e Social da ONU (que tutela a comissão) elegeu hoje em Nova Iorque 14 dos 53 membros que compõem o organismo, confirmando o resultado das negociações mantidas a nível dos diferentes grupos regionais. Pelo grupo africano foram eleitos o Sudão, a Guiné, o Togo e o Quénia, os quais vão iniciar em Janeiro um mandato de três anos na comissão." [notícia completa]
Nigéria: centenas de muçulmanos mortos em ataque de milícias cristãs
No PÚBLICO.PT: "Centenas de muçulmanos nigerianos foram mortos num ataque das milícias cristãs contra a cidade de Yelwa Shendam, no Centro do país, anunciou um porta-voz da polícia local. Segundo uma testemunha, dezenas de corpos mutilados e carbonizados permanecem nas ruas da pequena cidade, habitada maioritariamente por elementos da etnia islamizada fulani. Um primeiro balanço do ataque dava conta de pelo menos 67 mortos." [notícia completa]
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