sábado, maio 28, 2011

AI vai investigar com rigor a intervenção policial na Praça da Catalunha, em Barcelona

No Expresso: "O diretor da Amnistia Internacional (AI) em Espanha afirmou que a organização vai examinar "com rigor" o que aconteceu hoje durante a intervenção policial para desalojar os manifestantes da Praça da Catalunha, em Barcelona.

Pelo menos 120 pessoas ficaram feridas, entre as quais um agente policial e vários jornalistas, durante cargas contra manifestantes que resistiram pacificamente, inclusive sentados no chão e com as mãos no ar, às tentativas da polícia de os tirar da praça.

Esteban Beltran, que falava aos jornalistas numa cerimónia de comemoração dos 50 anos da AI, explicou que a organização "vai estar também muito atenta" ao que possa ocorrer noutras praças espanholas onde ainda decorrem concentrações de "indignados" associados ao movimento "Democracia Real Já", também conhecido como "Movimento 15 de Maio".

Brinde à AI na Salla de Estar às 21h00


A Amnistia Internacional Portugal - Grupo 19 brinda hoje, na Salla de Estar, na Portela de Sintra, às 21h00, aos 50 anos desta organização internacional de direitos humanos.

Protesto da #acampadalisboa contra a violência policial em Barcelona

Amnistia Internacional sopra 50 velas

No Expresso: "Foi em 1961 que o advogado britânico Peter Benenson lançou uma campanha mundial - "Apelo para Amnistia 1961" - em defesa dos direitos humanos, com a publicação de um artigo intitulado "Os Prisioneiros Esquecidos" no jornal "The Observer". A notícia da detenção de dois estudantes portugueses que levantaram os seus copos para fazer um brinde à liberdade levou Peter Benenson a escrever o artigo e o seu apelo foi publicado em muitos jornais pelo mundo fora, tornando-se assim na génese da Amnistia Internacional." [notícia completa]

Parabéns Amnistia mas voltemos ao trabalho



Parabéns Amnistia Internacional. Nascemos hoje, há 50 anos. Mas o mundo em que vivemos continua muito longe do que desejámos. Brindemos. Mas não sopremos a nossa vela, pois ela não arde pelo que fizemos, arde por tudo o que ainda temos a fazer. E esse trabalho recomeça hoje e agora. Abram um jornal num dia qualquer e vejam quantas pessoas continuam a ser presas ou mortas no mundo por apenas quererem exercer direitos com que já nasceram - os Direitos Humanos, naturais, universais e indivisíveis.

BLOG19

sexta-feira, maio 27, 2011

Conferência Os Direitos Humanos em Portugal do 25 de Abril à Actualidade


A Amnistia Internacional Portugal – Grupo 19 promove amanhã, dia 28 uma nova conferência, agora sobre Os Direitos Humanos em Portugal do 25 de Abril à Actualidade – Evolução e Percalços, em que será orador o Senhor Bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto. À semelhança da anterior, será na Vila Alda e às 18h30.

A iniciativa enquadra-se nas comemorações da criação da Amnistia Internacional há 50 anos, da secção portuguesa há 30 e da estrutura sintrense da AI há 22, que inclui a Exposição Colectiva de Pintura 50 Anos, 50 Quadros e várias palestras.

António Marinho Pinto é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, curso que completou a par de intensa actividade estudantil contra a ditadura, o que lhe custou a prisão. Foi membro do Conselho Geral da Ordem dos Advogados e Presidente da Comissão de Direitos Humanos no triénio 2002-2003, jornalista da ANOP, LUSA e do jornal Expresso, e docente do ensinos Secundário e Superior, actividades que abandonou, em 2007, para se dedicar por inteiro à Ordem dos Advogados. Eleito Bastonário da OA em 2007, foi reeleito para o cargo em 2010. É autor de dezenas de trabalhos sobre Direito e Justiça.

Angola: Repressão em Luanda



Detenções no dia 25 de Maio no Largo da Independência, em Luanda, no quadro de uma manifestação convocada de acordo com a lei. O registo, feito claramente com dificuldades, mostra à evidência o carácter ordeiro e pacífico do protesto, a contrastar com o comportamento das forças de segurança. Atente-se nos comentários dos populares. Os media em geral ignoraram.

Mais informação no blogue Central 7311

Brinde amanhã connosco à Liberdade


Car@s amig@s

Como sabem amanhã comemoram-se os 50 anos da AI. É um momento especial para nos congratularmos com 50 anos de acção pelos direitos humanos!!
Durante estes anos, a AI mudou a vida de muitas pessoas e contribuiu para mudar o mundo. Estamos todos de parabéns e este é um momento para celebramos as conquistas dos direitos humanos para as quais todos contribuimos.

A partir de agora e durante um ano tentaremos cada vez mais promover a mensagem única e simultânea da AI em todo o mundo, tendo para tal sido identificados 5 temas para dar visibilidade durante este ano - Pena de Morte, Liberdade de expressão, Direitos sexuais e reprodutivos das mulheres na Nicarágua, Responsabilização empresas no Delta do Niger e Justiça Internacional na República Democrática do Congo - assim como os 2 momentos globais - o brinde à liberdade (28 de Maio) e a Maratona de Cartas (10 Dezembro).

Amanhã assinala-se o primeiro momento global - o brinde à Liberdade. Em Lisboa, como sabem, o brinde simbólico será feito depois da apresentação da antestreia do documentário "Amnistia Internacional: 30 anos em Portugal, 50 contra a opressão". Neste espaço será ainda apresentado um livro que condensa os trinta anos de história da Amnistia Internacional em Portugal.
Esperamos poder contar com a presença de todos a quem a distância permitir participar.

Além disso muitos de vós têm também actividades que estão anunciadas no nosso site, na pasta Eventos.

Para quem não organizou um evento para o público, não esqueçam que o brinde pode ser apenas um momento reservado com os membros do grupo/núcleo, que depois pode ser partilhado com o resto do movimento através da galeria virtual.
Em breve enviarei informações sobre os procedimentos para colocar fotos nesta galeria.

Votos de sucesso para as vossas actividades e Obrigada a todos pelo vosso apoio, empenho e dedicação!



Luisa Marques

Directora de Campanhas e Estruturas

Amnistia Internacional Portugal

Amnistia Internacional Portugal em movimento

PERFORMANCE NAS CALDAS DA RAINHA

Amanhã, sábado, 28 de Maio, pelas 11h00 decorrerá na Rua da Montras uma animação de rua com alunos da Escola Secundária Raul Proença que servirá para assinalar o 50º aniversário da Amnistia Internacional.
Trata-se de uma iniciativa do Núcleo Oeste da Amnistia Internacional e os alunos contam com a coordenação de Aníbal Rocha.


Núcleo Oeste da Amnistia Internacional

Passa por mim no Rossio

Quando, em Fevereiro, Hosni Mubarak foi deposto, os jovens da Praça Tahrir choraram, correram, gritaram, explodiram, agarraram-se às cabeças, abraçaram-se às mães. No dia seguinte a mudarem o mundo, limparam a praça. Era preciso continuar o mundo. Era preciso começar o Egipto.

Tahrir foi a praça inicial das possibilidades de libertação. Os jovens, as redes sociais, a Internet, foram as potências que começaram a varrer as forças das ditaduras. Das ditaduras opressoras. A Tunísia e o Egipto. O Iémen e a Líbia. A Al-qaeda. Até em Luanda, também numa praça, a da Independência, há chispas apagadas - há dois dias terão sido detidos 20 manifestantes, protestavam contra a pobreza extrema.

Também a Europa se subleva, mas contra outra ditadura. A ditadura da "financeirização" das nossas vidas. Das dívidas. Dos impostos que as pagam. De um modo de fazer política que prospera na excepção e acomoda a corrupção. Da falta de oportunidades, de empregos. De um certo nojo do sistema que os exclui: não cabem. Azar.

Não é azar, é um choque entre o que está e o que há. E é a esperança de Tahrir de que a base da pirâmide empurre, em vez de sustentar, o topo.

Todos os dias acontecem coisas incríveis. Umas falidas, outras falhadas, algumas magníficas. Como Tahrir. Como a implantação das Portas do Sol. Ou como o discurso de Barack Obama há dois dias em Londres: "Nós aprendemos, melhor que a maioria, que o ensejo pela liberdade e pela dignidade humana não é inglês, nem americano, nem ocidental, é universal - e bate em cada coração". Minutos antes, John Bercow, o "speaker" da Casa dos Comuns, apresentava Obama com uma citação de Abraham Lincoln: "Quase todos os homens podem enfrentar a adversidade, mas se queres testar o carácter de um homem, dá-lhe poder."

O poder que temos é mau carácter. Há uma revolta violenta na Grécia. Há protesto em França. Há uma mudança em Espanha. Há o quê em Portugal?

No Rossio estão (ainda?) poucos e têm credo diferente do espanhol. Apesar das afinidades, os nossos cartazes protestam contra o FMI e pedem a renegociação da dívida, gritos de partido; em Espanha pede-se uma nova Constituição, o que é um movimento político. Como escreve Nicolau Pais, aqui. Mas em Espanha começou assim, devagar. E agigantou-se.

É impossível dizer o que vai dar o acampamento do Rossio. Mas é incompreensível que a comunicação social, que tão rapidamente se moveu e comoveu com as revoltas do mundo árabe, não desça as escadas para ver o que passa à porta. Demorámos quatro dias a noticiar as Portas do Sol. Não ligamos as câmaras no Rossio. Que carácter mostra este Quarto Poder? Os jornais não podem ser parte do sistema ensimesmado. Porque os jornais são protectores das libertações e das democracias. Como aconteceu em Tahrir.

O sistema político tem uma oportunidade única para mudar mas não sabe como. Não compreende, não consegue comunicar com os manifestantes do 12 de Março. Chega a ser confrangedor, mas é como um ocidental entrar num táxi em Pequim: nem por palavras nem por gestos a comunicação é possível.
Há mais amor que ideologia. O que vai salvar a Europa não é o dinheiro. O que vai salvar a Europa é a política, outra política. Qual? Façam como em Atenas, vão à praça. E se tiverem vergonha, leiam o Villaret: "E mesmo que esteja frio/ Que os barcos fiquem no rio/ Parados sem navegar/ Passa por mim no Rossio/ E leva-lhe o meu olhar."

psg@negocios.pt

Jornal de Negócios

Acabar com o comércio de equipamentos utilizados em tortura e pena de morte

A Comissão Europeia, presidida por José Manuel Barroso, pode mudar a realidade do comércio do equipamento utilizado na pena de morte e na tortura. Assine a petição apelando para que o Presidente da Comissão Europeia torne este assunto uma prioridade.

Amnistia Internacional Portugal

Brasil: Os Direitos Humanos, primeiros esquecidos pelo desenvolvimento econômico


Na CIMI: "A Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) e a Justiça Global (JG) expressam sua preocupação pelas numerosas violações de direitos humanos cometidas em decorrência de projetos de desenvolvimento no Brasil e instam as autoridades brasileiras a exigir das empresas o pleno respeito, proteção e cumprimento dos direitos humanos." (Notícia)

Amnistia Espanha recorda 14 casos


No El País (Espanha): Amnistia Internacional celebra 50 aniversario y contamos su historia a través de 14 de sus protagonistas. (Notícia)

Detenidos cinco empresarios por intentar vender nueve helicópteros de uso militar a Irán

No El País (Espanha): "Una red de empresarios españoles, en apariencia "respetables industriales" del sector aeronáutico según fuentes policiales, importaba de Israel y otros países helicópteros militares y excedentes que iban a ser desechados por los Ejércitos respectivos para venderlos después en España, ilegalmente, a ciudadanos de países como Irán o Venezuela." (Notícia)

quinta-feira, maio 26, 2011

Brinda à liberdade no dia 28!



A Amnistia Internacional nasceu na sequência da condenação de dois estudantes portugueses a sete anos de prisão por terem feito um brinde à liberdade. No próximo dia 28, o da fundação desta organização internacional de direitos humanos, há 50 anos, faça um brinde à liberdade e mande-nos a foto.

"Com a Amnistia Internacional, dou a cara por todos os que sofrem de discriminação", Aurora Rodrigues

No passado dia 18 de Maio de 2011, a Amnistia Internacional Portugal comemorou o seu 30.º aniversário.

Um dos eventos comemorativos desta data teve lugar na Fábrica do Braço de Prata, em Lisboa. Com a colaboração de vários artistas, aí se festejou o dia em que os Direitos Humanos saltaram para as luzes da ribalta em Portugal, juntando-se inúmeras vozes a um movimento internacional que vinte anos antes se formara em reacção à notícia da prisão arbitrária de dois jovens portugueses. [...]


Amnistia Internacional Portugal

'Quando o homem morre pela floresta'

No TEDxAmazônia: "Hoje [24 de Maio], dia em que seria votada a alteração do Código Florestal, um de nossos palestrantes, Zé Claudio Ribeiro, foi assassinado junto com sua esposa, Maria do Espirito Santo, quando voltava para casa, no Assentamento Agroextrativista Praia Alta Piranheira, em Nova Ipixuna, no sul do Pará. José Claudio Ribeiro era castanheiro e vivia da extração de castanhas e outras frutas na floresta. O lugar onde morava é protegido por lei e o corte de árvores, ilegal. Assim, Zé Claudio negava-se a negociar as árvores com os madereiros da região. A pressão era grande: muita gente já tinha abandonado o assentamento e vendido, ilegalmente, as terras. Zé Claudio denunciava os crimes e, por isso, as ameaças eram constantes. Sua palestra no TEDxAmazônia conta exatamente essa história. Num trecho, ele diz: "A mesma coisa que fizeram no Acre com Chico Mendes, querem fazer comigo". E fizeram. Vale rever a palestra:

Polícia começa a listar suspeitos de crime no Pará

No Estadão: "A força policial que investiga a execução do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva começou ontem a ouvir parentes e amigos das vítimas. Não há confirmação oficial, mas as autoridades já começaram a montar uma lista de potenciais suspeitos de ter encomendado o crime. Os corpos de José Cláudio e Maria começaram a ser velados ontem, em Marabá, e serão enterrados hoje." [notícia completa]

Brasil: Asesinan a tiros a dos ecologistas

No La República: "Una pareja campesina brasileña, que había sido amenazada por sus denuncias contra los madereros que destruyen la Amazonía, fue asesinada a tiros en el estado de Pará (norte). El líder campesino José Claudio Ribeiro da Silva y su esposa María do Espíritu Santo da Silva fueron tiroteados dentro del Proyecto Agroextractivista (Paex) Praialta-Piranheira, una reserva ambiental amazónica en la que vivían desde hacía 24 años, dedicados a la extracción artesanal de la castaña." [notícia completa]

'Assassinato de Ativista no Pará'

No Correio do Brasil: "Ele e sua esposa viviam da colheita de castanhas da floresta, em assentamentos de extrativismo sustentável. Ambos lideravam a associação de camponeses da região, e já haviam recebido diversas ameaças de morte dos madeireiros, sem nunca terem obtido proteção policial. RIP Zé Claudio." [post integral] [notícia no CIMI]

(Casi) todo el poder a los hombres

Na IPS: "Con excepción de la Presidencia que es ejercida por Cristina Fernández, en Argentina los hombres ocupan una abrumadora mayoría de cargos de decisión, en los más diversos ámbitos." (Notícia)

Pais da jovem agredida em vídeo já apresentaram queixa

No Público: "A rapariga de 13 anos que foi filmada enquanto era vítima de agressões por parte de outras jovens e a passividade do resto do grupo vai ser submetida a exames médico-legais, por ordem do Ministério Público, tendo os seus pais formalizado já uma queixa." (Notícia)

"Carniceiro da Bósnia" Mladic detido na Sérvia para ser julgado por genocídio


No Público: "O antigo comandante sérvio bósnio Ratko Mladic, acusado pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia por genocídio e crimes contra a humanidade, foi detido esta manhã pelas forças especiais do país, foi confirmado pelo Presidente da Sérvia, Boris Tadic." (Notícia)

terça-feira, maio 24, 2011

Dos direitos humanos e da Felicidade


Direitos humanos como pressuposto da felicidade não era exactamente um tema banal, e talvez não muito fácil também, já que equacionar as duas ideias em conjunto ainda é algo novo. Mas foi esse o ponto de partida para a belíssima e original reflexão que a psicóloga e professora da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa fez no último sábado, 21 de Maio, na Vila Alda, Casa do Eléctrico, na conferência da Amnistia Internacional Portugal – Grupo 19.

Inovadora, na ponte que estabeleceu entre direitos humanos e felicidade, nas suas dimensões individual e subjectiva, e colectiva e política, Helena Marujo demonstrou como estas duas realidades, que estamos habituados a ver em separado, são na verdade interdependentes e indissociáveis.

Do ponto de vista da AI, que assenta a sua filosofia de actuação na Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), a garantia e cumprimento integral dos direitos que ali estão consagrados são pressuposto obrigatório para a felicidade. O coordenador do 19 foi até mais longe, quando disse na introdução do tema e da conferencista, que a felicidade também é, ela própria, um direito. Numa eventual e futura revisão da DUDH, que considerou urgente, Fernando Sousa afirmou que a felicidade deveria, por isso mesmo, ficar ali expressa enquanto tal.

Os estudos da psicologia sobre algo tão subjectivo como a felicidade são muito recentes – não têm mais de uma década. Mas operacionalizado o conceito, os psicólogos conseguiram lançar o seu olhar científico sobre ela e, ao fazê-lo, descobriram uma série de coisas interessantes, curiosas, e até, em alguns casos paradoxais. Por exemplo – e isto está desde logo relacionado com direitos humanos – o sentimento de bem-estar (e a auto-avaliação do nível de felicidade) é proporcional ao sentimento de autonomia e de auto-controlo sobre a própria vida, o que envolve uma cascata de direitos que constam na Declaração: liberdade de expressão, de associação e de mobilidade, direito ao trabalho e por aí fora. Justamente, numa realidade de sinal contrário, o desemprego é uma das experiências mais devastadoras a nível psicológico, comparável, por exemplo, à da viuvez, explicou a psicóloga.

Ao nível colectivo e político, fica a certeza da muitas reflexões que é necessário fazer. Nos dados dos inquéritos que avaliam o nível de felicidade dos povos, Portugal surge como o país da OCDE (que inclui 30) com o mais alto índice de desconfiança dos cidadãos pelos seus parceiros. Porquê? Não se sabe exactamente, mas a vida colectiva atribulada, os problemas sociais e políticos que parecem não ter solução à vista, ou o nível crescente de desigualdade social estão certamente relacionados com isso.

Ao nível dos países, a auto-avaliação do grau de felicidade é, por exemplo, bastante elevada na América Latina, tendo em conta os altos índices de pobreza ou de violência que assolam essas sociedades. Um paradoxo, para já, sem grandes explicações.

Pelo contrário, nas sociedades da abundância e do desperdício, onde o consumo se tornou uma espécie de religião, os níveis de felicidade não cresceram proporcionalmente ao aumento de conforto e bens materiais. Um certo vazio espiritual e de sentido para vida, reforçado por muitas solidões individuais, poderão ajudar a compreender esta outra realidade. Mas como explicou Helena Marujo, estes estudos estão a começar. Para abordar algumas destas questões na sua dimensão colectiva e política, a ciência que estuda a felicidade – a psicologia positiva – terá ainda de forjar novos instrumentos de análise. Organizações como a AI, que estão enraizadas na sociedade civil e já desenvolveram uma filosofia de actuação e um corpo de teoria política (em sentido lato) bastante sofisticado, poderão até dar uma ajuda. A conferência “Os Direitos Humanos como pressuposto da felicidade”, enquadrada nas comemorações da criação da Amnistia Internacional há 50 anos, da secção portuguesa há 30 e do 19 há 22, parece ter sido já um passo nesse sentido.
F.N.

Chile: La justicia carga herencia de la dictadura


Na IPS: ""Lo que se hace en Chile no es justicia sino que es una pantomima, porque con la Ley Antiterrorista no hay posibilidad alguna de alcanzarla", afirmó en su visita al país José Venturelli, portavoz del Secretariado Europeo de la Comisión Ética Contra la Tortura (CECT-SE)." (Notícia)

segunda-feira, maio 23, 2011

#acampadalisboa aprova 1º Manifesto do Rossio



Conferência Os Direitos Humanos em Portugal do 25 de Abril à Actualidade


A Amnistia Internacional Portugal – Grupo 19 promove no dia 28 uma nova conferência, agora sobre Os Direitos Humanos em Portugal do 25 de Abril à Actualidade – Evolução e Percalços, em que será orador o Senhor Bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto. À semelhança da anterior, será na Vila Alda e às 18h30.

A iniciativa enquadra-se nas comemorações da criação da Amnistia Internacional há 50 anos, da secção portuguesa há 30 e da estrutura sintrense da AI há 22, que inclui a Exposição Colectiva de Pintura 50 Anos, 50 Quadros e várias palestras.

António Marinho Pinto é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, curso que completou a par de intensa actividade estudantil contra a ditadura, o que lhe custou a prisão. Foi membro do Conselho Geral da Ordem dos Advogados e Presidente da Comissão de Direitos Humanos no triénio 2002-2003, jornalista da ANOP, LUSA e do jornal Expresso, e docente do ensinos Secundário e Superior, actividades que abandonou, em 2007, para se dedicar por inteiro à Ordem dos Advogados. Eleito Bastonário da OA em 2007, foi reeleito para o cargo em 2010. É autor de dezenas de trabalhos sobre Direito e Justiça.

Guatemala busca revertir fallos que fallan en la justicia


Na IPS: "La polémica absolución del expresidente Alfonso Portillo (2000-2004) de desviar 16 millones de dólares en 2001, sumió en la desazón a grupos projusticia quienes, contracorriente, empujan reformas jurídicas para liberar al país de la impunidad que lo asfixia en 98 por ciento de los delitos." (Notícia)

sábado, maio 21, 2011

Lisboa junta-se à voz do acampamento de Madrid

Na RTP: "Uma centena de manifestantes respondeu em Portugal ao toque de chamada dos ativistas da Puerta del Sol, em Madrid, e estão concentrados na Praça do Rossio, em Lisboa, depois de uma marcha desde a embaixada espanhola. Palavras de ordem e rufar de tambores dão voz aos protestos desencadeados pelo movimento madrileno "Democracia Real Já", que exige "outra" resposta à crise e ao desemprego jovem." [notícia completa]