segunda-feira, março 07, 2005

Brasil quer que a ONU relate violação de direitos humanos

Na Agência ESTADO: "Rio de Janeiro - O secretário nacional de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, defenderá, no próximo dia 15, durante reunião da Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, mudanças nas regras que autorizam um país a fazer relatórios sobre os mais variados tipos de violência ocorridas em outros países. O ministro vai propor que a ONU faça relatórios globais sobre violações de direitos humanos em todas os países integrantes das Nações Unidas. Pela proposta do governo brasileiro, somente organismos internacionais poderiam apresentar relatórios oficiais sobre direitos humanos numa determinada nação ou região do mundo. Nilmário Miranda fez referência aos Estados Unidos, que divulgam constantemente relatórios deste tipo. "Alguns países apresentam resoluções sobre outros, condenado A, B ou C, sempre do Terceiro Mundo. Mas há violações dos direitos humanos em todos os países. Jamais vai aparecer uma resolução condenando os Estados Unidos por Abu Ghraib ou Guantánamo. Nossa proposta é que o alto comissariado da ONU faça um relatório global: onde há tortura, onde há execuções sumárias, onde há violação dos direitos humanos, onde se descrimina estrangeiros, onde se perseguem homossexuais, onde minorias religiosas são impedidas de exercer sua religião. Com base nos relatores da ONU. É muito mais justo", disse o ministro." [notícia completa]

Mulheres: alvo da proliferação de armas pequenas

Na ADITAL: "Na véspera do Dia Internacional da Mulher, 8 de Março, entidades internacionais que lutam pelos direitos humanos alertam para um grave problema, que põe em risco a integridade das mulheres em todo o mundo. "Um comércio de bilhões de dólares, que põe as mulheres na linha de fogo". Assim, a Amnistia Internacional - que juntamente com a Oxfam e Iansa divulgou um novo relatório da Campanha para Combater a Violência contra as Mulheres e da Campanha Armas sob Controle, intitulado "Os Efeitos das Armas na Vida das Mulheres" - começa a descrever as conseqüências da venda de armas para a segurança das mulheres, em especial nas suas casas. "As mulheres pagam um preço cada vez mais alto pelo comércio de armas pequenas, um negócio que move bilhões de dólares e, perigosamente, isento de qualquer regulação", afirma a Amnistia. Atualmente, se calcula que existe no mundo quase 650 milhões de armas pequenas, a maioria nas mãos de homens, e quase 60% em poder de cidadãos particulares. As mulheres e meninas sofrem direta e indiretamente a violência armada, já que a probabilidade de que uma agressão com arma de fogo tenha resultados mortais é 12 vezes maior que a de uma agressão perpetrada com qualquer outro tipo de arma." [notícia completa]

Tribunal alemão condena neo-nazi a 4 anos e meio de prisão

No Diário Digital: "Um tribunal alemão condenou esta segunda-feira o líder de um grupo neo-nazi a quatro anos e meio de reclusão numa prisão juvenil, por incendiar restaurantes dirigidos por estrangeiros e formar uma organização terrorista. Outras 11 pessoas foram colocadas em liberdade condicional pela sua participação naqueles incidentes. Os suspeitos foram declarados culpados de fundar o grupo, denominado Freikorps, e incendiar 10 restaurantes entre Agosto de 2003 e Maio de 2004, numa tentativa de expulsar os estrangeiros da área de Havelland, na parte noroeste de Berlim." [notícia completa]

Marcha mundial das mulheres começa terça-feira

No Correio da Manhã: "Mais de 30.000 mulheres começam amanhã, em São Paulo uma marcha mundial para dar a conhecer a "Carta Mundial das Mulheres". Esta caminhada simbólica deverá percorrer 53 países antes de chegar, a 17 de Outubro, ao Burkina Faso. A viagem do documento, criado pelo movimento anti- globalização mundial, começa simbolicamente terça-feira, dia internacional das mulheres, percorrendo em seguida 53 países, regiões e territórios, onde serão também organizadas diversas actividades para o dar a conhecer." [notícia completa] [notícia no PÚBLICO]

Há cada vez mais casos de mulheres maltratadas

No Correio da Manhã: "Quando chegou ao posto da GNR de Almeirim para apresentar queixa contra o marido por agressões físicas, pela primeira vez, Paula já carregava o martírio de 25 anos de casamento e de insultos quotidianos. Paula, pouco mais de 50 anos, está a ser acompanhada pela equipa do Núcleo Mulher e Menor (NMUME) da zona onde reside, formada por três agentes da GNR de Almeirim ? duas mulheres e um homem, que começam por registar a queixa e marcam um dia para ouvir o depoimento. Não é caso único em Portugal: nos primeiros onze meses de 2004, foram registados 6220 casos de violência doméstica entre casais e 286 contra crianças, sendo Porto, Braga, Aveiro e Viseu os distritos com mais queixas. As vítimas são, na sua maioria, do sexo feminino (5900) e com mais de 25 anos. E os agressores são quase sempre homens (6063)." [notícia completa]

CIA transfere presumíveis terroristas para outros países

No Diário de Notícias: "Uma directiva secreta do Presidente George W. Bush, datada de Setembro de 2001, autoriza expressamente a Agência Central de Informações (CIA, na sigla em inglês) a transferir suspeitos de terrorismo para prisões em países terceiros, noticiava ontem The New York Times. Segundo este diário, que cita "actuais e antigos responsáveis da Administração" Bush, a CIA foi autorizada a fazer essas transferências com ampla margem de manobra, estando até dispensada de submeter casos concretos à Casa Branca ou ao Departamento de Justiça. A entrega de prisioneiros a países como o Egipto, Marrocos, Arábia Saudita, Síria e Jordânia tem sido central na estratégia americana no combate ao terrorismo, mas é criticada pelas organizações de direitos humanos por abrir a porta à tortura de prisioneiros." [notícia completa]

TPI: Del Ponte acusa Sérvia

Na Rádio Renascença: "A procuradora do Tribunal Penal Internacional (TPI) para os crimes da ex-Jugoslávia cusou hoje a Sérvia de proteger Ratko Mladic. Em entrevista à Agência Reuters, Carla del Ponte diz que as autoridades de Belgrado sabem, exactamente, onde está o suspeito de crimes de guerra e que o podem entregar numa questão de horas. Ratko Mladic e o antigo líder sérvio-bósnio Radovan Karadzic foram indiciados, há quase uma década pelo Tribunal Penal Internacional, sediado na cidade holandesa de Haia, pelo massacre de oito mil muçulmanos em Srebrenica e também pelo cerco de 43 meses a Sarajevo, durante o qual milhares de civis perderam a vida." [notícia completa]

Médicos Sem Fronteiras denunciam violações sistemáticas em Darfur

No PÚBLICO.PT: "A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou hoje ter assistido nos últimos cinco meses cerca de 500 mulheres vítimas de violação na região sudanesa de Darfur, palco há dois anos de uma guerra civil. O número consta de um relatório sobre abusos sexuais elaborado pela organização, que acredita que os números reais são muito superiores aos notificados, já que a maioria das vítimas não procura ajuda médica devido ao estigma associado à violação. Em muitos casos, as mulheres são ostracizadas pela própria comunidade, quando regressam à aldeia depois de terem sido raptadas e violadas, refere a organização." [notícia completa]

Espanha pede mais de 9 mil anos de prisão para argentino

Na BBC Brasil: "Promotores espanhóis pediram penas que somam mais de 9 mil anos de prisão para o ex-militar argentino Adolfo Scilingo, acusado de crimes contra a humanidade. O julgamento de Scilingo começou em Janeiro. Ele responde a 30 acusações de genocídio, 30 de assassinato, 93 de danos físicos e 255 de terrorismo. Os crimes foram supostamente cometidos nos anos 70 e 80, durante a mais recente ditadura militar da Argentina. Este é o primeiro julgamento na Espanha envolvendo crimes contra a humanidade cometidos em outro país. "O governo procura um veredicto de culpa porque acredita que as acusações foram provadas durante o julgamento", disse a promotora Dolores Delgado ao apresentar os argumentos finais na Audiência Nacional, uma das mais altas instâncias da Justiça espanhola, em Madrid. Scilingo, de 58 anos, nega as acusações." [notícia completa]

Prisões: Um em cada seis reclusos é estrangeiro

No Diário Digital: "Um em cada seis (15,7 por cento) dos 13 mil reclusos existentes em Portugal é estrangeiro, revelou esta segunda-feira o director-geral dos Serviços Prisionais, Luís Miranda Pereira. De acordo com o responsável, há 2.426 estrangeiros distribuídos por 56 estabelecimentos prisionais portugueses. Luís Miranda Pereira, que participava na apresentação do estudo A criminalidade de estrangeiros em Portugal - um inquérito científico, adiantou que a maior parte dos reclusos estrangeiros é do sexo masculino, existindo apenas 231 mulheres, e jovens, com uma média de idades de 33 anos." [notícia completa]

Dia da Mulher: violência da polícia turca choca UE

No Portugal Diário: "A União Europeia declarou-se hoje "chocada" com o recurso à violência pela polícia turca anti-motim para dispersar uma manifestação pela igualdade organizada domingo em Istambul por ocasião do Dia Internacional da Mulher. "Ficámos chocados com as imagens da polícia a bater nas mulheres e nos jovens que se manifestavam em Istambul por ocasião do Dia Internacional da Mulher", sublinha a "troika" europeia numa declaração. "Condenamos todos os tipos de violência e exigimos às autoridades turcas que realizem um inquérito sobre o assunto para prevenir a repetição de incidentes similares", reclama." [notícia completa] [notícia no PÚBLICO]

Dominicana: Motim na prisão faz mais de 100 mortos

Na Rádio Renascença: "Pelo menos 100 pessoas morreram hoje durante um motim na prisão de Higuey, 145 quilómetros a leste de Santo Domingo, informou a polícia dominicana. O motim desencadeou-se durante a madrugada a partir de uma luta entre bandos rivais, segundo o porta-voz da Polícia Nacional dominicana, Simón Díaz. A polícia conseguiu dominar os dois grupos mas, pouco tempo depois, amotinaram-se e provocaram um incêndio num dos pavilhões da prisão que albergava cerca de 400 prisioneiros. "Até agora contámos uma centena de cadáveres", disse o porta-voz, acrescentando que a maioria das vítimas morreu queimada pelas chamas." [notícia completa] [notícia na BBC Brasil, no Diário Digital e no Diário de Notícias]

Kuwait: Mulheres saíram à rua para exigir direitos

Na Rádio Renascença: "Centenas de kuwaitianas manifestaram-se hoje frente ao Parlamento para exigir o reconhecimento dos direitos das mulheres, tais como o direito ao voto ou a candidatarem-se a eleições. As manifestantes concentraram-se junto à Assembleia Nacional horas antes de o Parlamento, composto por 50 homens, iniciar uma sessão plenária para voltar a discutir a possibilidade de integrar a mulher no processo político. Tentativas anteriores, neste sentido, culminaram em fracasso devido à férrea oposição de grupos islamitas que, segundo fontes parlamentares, hoje estariam dispostos a votar de novo contra a proposta. A concessão de direitos políticos à mulher é um dos temas que divide a conservadora sociedade do Kuwait, onde os islamitas mantêm um pulso de ferro com o Governo que defende a reforma que permita à mulher votar e participar na vida política." [notícia completa] [notícia no Diário Digital e na TSF]

PSP de Lagos afirma que detido se suicidou na cela

No PÚBLICO: "Um instrutor de windsurf suicidou-se ontem de madrugada nos calabouços da PSP de Lagos, cerca de uma hora e meia depois de ter sido detido, pelas 4h00, no bar Grand Café, afirmou ontem um comunicado policial. A nota oficial da PSP, diz que foi cerca das 05h20 que "um agente policial, quando procedia à ronda de vigilância aos quartos de detenção, constatou que o indivíduo em causa estava em risco de vida com indícios de suicídio". O comunicado refere ainda que o homem foi de "imediato socorrido pelos agentes policiais, que tentaram a sua reanimação", enquanto a equipa de emergência médica do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) não chegava ao local. O socorro, tanto dos polícias, como do INEM, não teve sucesso. A vítima, José Reis, 30 anos, além de surfista, era nadador-salvador na Meia Praia. O comandante da PSP de Faro, Jorge Cabrita, escusou-se a explicar à Lusa onde e porque é que José Reis tinha sido detido, com o argumento de que "a família tinha pedido discrição". [notícia completa] [notícia no Correio da Manhã e no Diário de Notícias]

«Violência e impunidade» nos campos de diamantes de Angola

No PÚBLICO: "Muxinda, Lunda-Norte, 6 de Dezembro de 2004: pelo menos doze pessoas morreram por asfixia numa cela do posto da Polícia Nacional. A cela foi descrita, por um responsável da polícia de Muxinda, como "um armário de parede nas traseiras de uma residência" onde funciona o posto policial, sem luz e sem ventilação - onde o ar apenas circulava por uma fresta com grade. Nesse espaço "exíguo" onde apenas deviam estar quatro ou cinco pessoas, um dos presos contabilizou 17 detidos. Na noite de 5 de Dezembro, véspera da tragédia, esse número terá aumentado para 28, segundo o mesmo relato. Cafunfo, Lunda-Norte, dez meses antes: uma manifestação popular com agressão de agentes da polícia resultou na morte de pelo menos doze cidadãos, depois da polícia ter desencadeado um intenso tiroteio contra a manifestação. A população protestava contra a remoção, por decisão de duas empresas diamantíferas, dos cinco geradores que até o início dos anos 1990 iluminavam a vila, sem electricidade ou saneamento básico. Além dos mortos, foram confirmados 18 casos de ferimentos resultantes dos tiroteios ou das "sessões de espancamento" dos agentes policiais. Não há conhecimento da "detenção ou sanção disciplinar de nenhum agente da Polícia Nacional por homicídio ou ofensas corporais contra civis indefesos". [notícia completa] [notícia no Diário Digital]

Polémica sobre a morte de agente secreto morto no Iraque agita a Itália

No PÚBLICO: "A jornalista italiana Giuliana Sgrena, ferida por tiros americanos depois de um mês de cativeiro no Iraque, veio ontem reforçar a tese de que os disparos dos soldados a visavam pessoalmente. Dentro do próprio Governo italiano há também quem conteste a versão dos Estados Unidos de que se tratou de um acidente. Milhares de pessoas foram prestar homenagem ao agente dos serviços secretos que foi mortalmente baleado para salvar a vida da repórter do Il Manifesto. "Toda a gente sabe que os americanos não querem negociações para a libertação de reféns: então, não sei porque é que deveria excluir ter sido pessoalmente o alvo dos seus tiros", disse Giuliana Sgrena à cadeia de televisão Sky TG24. Na véspera, o seu companheiro, Pier Scolari, tinha acusado mais directamente ainda os americanos de terem disparado de propósito contra a jornalista que, segundo ele, "tinha informações e os militares americanos não queriam que ela saísse com vida". [notícia completa]

Nigéria: Polícia trava tráfico de 56 crianças

Na Rádio Renascença: "A polícia nigeriana deteve uma mulher quando esta tentava traficar, dentro de camião de congelados, 56 crianças. A preciosa "carga" era originária de Moka, uma localidade remota no centro do país, e tinha como destino a cidade urbana de Lagos, onde as crianças iriam trabalhar como escravas domésticas. Segundo a polícia, a mulher acusada de tráfico de seres humanos alega que tinha o consentimento de todos os pais dos jovens para levá-los - rapazes e raparigas com idades compreendidas entre os 5 e os 14 anos." [notícia completa] [notícia no Diário Digital]

Iraque: Soldado búlgaro morto por «fogo amigo»

Na Rádio Renascença: "O militar búlgaro morto sexta-feira no Iraque foi atingido a tiro por um soldado norte-americano, anunciou hoje o ministro da Defesa búlgaro, Nikolai Svinarov, em Sofia. "As informações de que dispomos dão-nos razões suficientes para pensar que o soldado Gardi Gardev foi morto por um «tiro amigo»", declarou o ministro, confirmando uma informação anónima hoje divulgada num "site" do Exército búlgaro, segundo a qual o soldado Gardev tinha sido morto por tiros do Exército norte-americano." [notícia completa]

domingo, março 06, 2005

Iraque: Jornalista admite hipótese de ter sido um «alvo»

Na Rádio Renascença: "Giuliana Sgrena, que esteve raptada no Iraque durante um mês, afirmou hoje não excluir a hipótese de ter sido ela o alvo deliberado do ataque norte-americano em que foi ferida sexta-feira. "Todos sabem que os norte-americanos não querem negociações para a liberação dos reféns, pelo que não excluo ter sido alvo deliberado dos tiros", disse a ex-refém em declarações à cadeia de televisão italiana "Sky TG24". "Não voltarei ao Iraque. As condições para fazer informação ali não existem", acrescentou. "Compreendi que os sequestradores não querem testemunhas e que por isso consideram toda a gente como possíveis espiões", disse Giuliana, acrescentando não saber se foi pago algum resgate pela sua libertação." [notícia completa] [notícia no Diário de Notícias]

sábado, março 05, 2005

IRAQUE: Itália acusa EUA de tentativa de assassínio

Na TSF: "O regresso a Itália de Giuliana Sgrena, que esteve sequestrada durante um mês no Iraque, está a ser marcado por críticas aos EUA. O companheiro da jornalista acusa os norte-americanos de terem feito uma «emboscada» para que a Giuliana não saísse viva do Iraque. «Giuliana tinha informações e os militares norte-americanos não queriam que ela saísse viva» do Iraque, declarou Pier Scolari, companheiro de Giuliana, que acompanhou a jornalista de 57 anos na viagem de regresso a Itália. Depois de uma longa conversa que manteve com a mulher, esta é a única explicação que encontra para o tiroteio de que foi alvo a viatura em que a jornalista seguia, depois de terem sido dados «todos os alertas» e «passados todos os controlos» e quando estava a apenas 700 metros do aeroporto de Bagdad. Segundo Scolari, nesse momento, depois de uma curva, uma patrulha norte-americana projectou um foco de luz na direcção das viaturas «e começou uma chuva de balas» sobre os automóveis. No incidente, um agente dos serviços secretos italianos, Nicola Calipari, que, segundo um relato da própria Giuliana, se debruçou sobre ela para a proteger, acabou por morrer e a jornalista ficou ferida, assim como dois outros agentes dos serviços secretos." [notícia completa]

Empresários da hotelaria implicados no tráfico de prostitutas brasileiras

No PÚBLICO: "A maioria dos angariadores de prostitutas brasileiras destinadas ao mercado europeu são empresários ligados ao ramo da hotelaria, que muitas vezes aproveitam viagens turísticas ao Nordeste do Brasil para recrutar mulheres, revelou ontem João José Fernandes, director da organização não-governamental Oikos. Uma percentagem importante de traficantes (42 por cento) é do sexo feminino. Falando em Lisboa numa conferência sobre o tráfico de pessoas, na Fundação Calouste Gulbenkian, este responsável contou a sua experiência recente no Brasil, onde contactou com várias organizações relacionadas com a prostituição. Citando um estudo realizado entre Janeiro de 2000 e Dezembro de 2004, João José Fernandes salientou algumas informações sobre o perfil das prostitutas e a forma como se processam as migrações para a Europa. De acordo com o inquérito oficial levado a cabo pelo Governo brasileiro, a maioria é oriunda do Norte e do Nordeste brasileiro, as regiões mais pobres do país. A actividade principal de quase todas, antes de se tornarem prostitutas, era o trabalho doméstico; boa parte veio de regiões muito conservadoras, como as do estado de Goiás, o maior fornecedor de prostitutas do Brasil." [notícia completa]

Repórter italiana ferida por soldados americanos depois de ter sido libertada em Bagdad

No PÚBLICO: "A jornalista italiana Giuliana Sgrena foi ontem ferida por soldados americanos que dispararam contra o carro em que seguia, poucas horas depois da sua libertação. No incidente morreu o chefe da equipa dos serviços secretos italianos no Iraque. Um mês depois de ter sido raptada em Bagdad, a repórter do diário de esquerda Il Manifesto foi solta ontem e preparava-se para embarcar a caminho de Roma aquando dos disparos. As autoridades italianas não reagiram de imediato às notícias e os jornalistas no Iraque não conseguiram obter comentários do Exército americano. Segundo informações veiculadas pelo Il Manifesto, a recém-libertada ia passar a noite num hospital americano da capital iraquiana onde era tratada aos ferimentos provocados pelo tiro que a atingiu num ombro. De acordo com os pormenores divulgados pela agência Apcom, para além da morte de Nicola Calibari e dos ferimentos de Sgrena, os disparos americanos deixaram outro agente italiano ferido." [notícia completa]

sexta-feira, março 04, 2005

Colômbia: ONU reclama investigação ao massacre de oito civis

Na LUSA: "Bogotá, 04 Mar (Lusa) - Um alto funcionário das Nações Unidas exigiu quinta-feira uma investigação ao massacre de oito civis na Colômbia, em Fevereiro, por entre acusações de que soldados colombianos perpetraram os brutais assassínios, matando as vítimas à machadada. O massacre, qualificado pelo Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos na Colômbia como "vergonha para a Humanidade", foi considerado um dos mais horríveis na guerra brutal que dilacera o país. As oito vítimas, incluindo três crianças e uma adolescente, foram enterradas numa quinta no noroeste da Colômbia. Um antigo presidente de Câmara e um padre acusaram as tropas governamentais do massacre. "As autoridades têm pela frente um grande desafio em descobrir o que aconteceu", disse Amerigo Incalcaterra, um alto funcionário do Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, numa entrevista à Associated Press." [notícia completa]

Cuba: Libertado jornalista independente cubano depois de três anos de cadeia

Na LUSA: "Havana, 03 Mar (Lusa) - O jornalista independente cubano Carlos Brizuela Yera foi libertado quarta-feira depois de cumprir uma pena de três anos de prisão, informou hoje a Comissão Cubana de Direitos Humanos. Brizuela foi condenado a três anos de prisão em 2002 e terminava a pena no próximo dia 18, disse um porta-voz da Comissão, considerada ilegal pelo governo cubano. Segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, Carlos Brizuela Yera, que colaborava no Colégio de Jornalistas Independentes de Camaguey (sudeste da ilha), foi acusado de "desobediência" e "alteração da ordem pública", entre outras acusações." [notícia completa]

Mais de 5.000 pessoas no funeral de jornalista opositor assassinado no Azerbaijão

Na RTP: "Mais de 5.000 pessoas assistiram hoje em Baku ao funeral de Elmar Husseinov, um destacado jornalista da oposição do Azerbaijão assassinado quarta-feira à noite, "vítima do terrorismo político", segundo a oposição maciçamente presente na cerimónia. "Elmar é uma vítima do terrorismo político. Ele tornou-se uma vítima da verdade. Toda a gente sabe até que ponto é difícil dizer a verdade neste país", disse Ali Kerimli, líder do partido da oposição Frente Popular, numa cerimónia de homenagem ao jornalista de 37 anos realizada no edifício da Academia das Ciências de Baku. Fundador e chefe de redacção do semanário Monitor, Elmar Husseinov era conhecido pelas suas críticas virulentas ao regime e, em particular, ao presidente, Ilham Aliev." [notícia completa]

«Mayor» de Londres considera Ariel Sharon criminoso de guerra

No PÚBLICO.PT: "O "mayor" de Londres, Ken Livingstone, considera o primeiro-ministro israelita, Ariel Sharon, um "criminoso de guerra" e acusa Israel de promover a limpeza étnica nos territórios que controla. Livingstone, que recentemente criara polémica ao comparar um jornalista judeu aos guardas dos campos de concentração nazi, acusa ainda Ariel Sharon de promover o terrorismo de Estado e de alimentar o ódio inter-religioso. Reagindo a estas acusações, o porta-voz do gabinete de Ariel Sharon afirmou que as declarações do "mayor" londrindo "são demasiado baixas para merecerem comentário". "Ariel Sharon, o primeiro-ministro de Israel, é um criminoso de guerra que deveria estar na prisão e não em funções", escreve Livingstone num artigo de opinião publicado no diário "The Guardian". [notícia completa] [notícia na Rádio Renascença]

RD Congo: Médicos Sem Fronteira denunciam violações sistemáticas em Ituri

No PÚBLICO.PT: "A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) denuncia a existência de violações sistemáticas de mulheres e crianças em Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo, palco há cinco anos de violentos conflitos inter-étnicos. "Estas violações são frequentemente muito violentas e cometidas na presença da família das vítimas, que fica também traumatizada", afirmou Francoise Duroch, coordenadora do programa de auxílio às vítimas de violência sexual dos MSF. "A crueldade associada a estas violações faz-nos acreditar que estamos na presença de crimes contra a humanidade", sublinhou a responsável, em conferência de imprensa." [notícia completa]

Mais 90 milhões podem contrair Sida em África, diz ONU

No Diário Digital: "Cerca de 90 milhões de pessoas em África podem ser infectadas pelo vírus HIV/Sida nos próximos 20 anos se não forem tomadas mais medidas para combater a epidemia, alertou na quinta-feira a Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com um relatório divulgado na quinta-feira em Viena, na Áustria, intitulado «Sida na África ? Três Cenários até 2025» ? a ONU analisa o impacto das políticas e da ajuda estrangeira no combate à doença. Actualmente cerca de 25 milhões de africanos vivem com o vírus mas, o aumento projectado pela ONU no pior dos três cenários apresentados no relatório corresponde a 10% da população do continente africano." [notícia completa] [notícia na BBC Brasil e na Rádio Renascença]

ONU desmente ter morto civis em combates no Congo

No PÚBLICO: "A Missão da ONU da República Democrática do Congo (Monuc) desmentiu ontem que tenha morto civis numa operação na terça-feira no Nordeste do país, durante a qual matou meia centena de milicianos. Mas se houve vítimas civis, disse o responsável pelos serviços de informação da Monuc, a responsabilidade é da etnia local, que utilizou não combatentes como "escudos humanos". "Os tiros começaram antes dos capacetes azuis chegarem à aldeia", explicou, à AFP, a porta-voz da missão em Bunia, sede administrativa do distrito de Ituri, Rachel Eklou. Os soldados "estavam a cerca de 900 metros da zona para onde se dirigiam quando foram alvejados por milicianos, e ripostaram", acrescentou. "Não pensamos que tenha havido perdas de vidas entre os civis", tinha dito quarta-feira à noite o comandante-adjunto da Monuc na zona, general Patrick Cammaert. O comandante é o general francês Jean-François Collot." [notícia completa] [notícia na RTP]